terça-feira, 27 de julho de 2010

Matagal


Dia de preguiça e muito calor. Ocupadíssima na contemplação do próprio umbigo, Zizi Pollary ficou passada com o rápido crescimento do seu gramado:

- E acabou o meu creme depilatório - lastimava nossa Claudia Ohana Dois.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Tédio, Spleen e Melancolia


Toda segunda é letal. Zizi Pollary akorda com maus boffs (ou sem nehum boff, o que é piór), e fika literalmente loka da periquita dela, recolhida em sua concha de madrepérola como uma ostra com TPM, curtindinho umas ondas de ser uma Greta Garbo de bairro suburbano ao som lúgubre de Leonard Cohen, bebendo sorvos e mais sorvos de champagne, e nestes momentos de sublime melancolia nossa diva passa em revista seus mais doces sonhos e esperanças (como o desejo de que o resto da humanidade vá katar koquinho).

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Uma Noite de Quinta

Ontem Zizi Pollary saiu à noite e antes que suas lembranças etílicas se esfumem por completo decidiu escrever aqui.


Nada aconteceu de extra-ordinário. Zizi foi à Praia Grande, mais precisamentche ao Cantinho da Estrela, onde seus amygus Guta, Nick e Oddie estavam se embriagando com Baygon gelado. Coisa de rotina.

Zizi juntou-se a eles e ficou ali sentada e bebendo e conversando. A Praia Grande até que fica um pouco decente às quintas-feiras. Embora o calor que fizesse fosse exasperante, a noite estava quase agradável. Reinava a paz, embora esta fosse perturbada pelos peditches, que até se ajoelhar se ajoelhavam implorando uma ajudinha material. Coisa degradante, mas também ela, a degradação, absolutamente rotineira. SL esculhamba a definição de ilha. Não é uma porção de terra cercada de água por todos os lados. É uma porção de turistas cercados de mendigos por todos os lados.

Tudo ia zen: Zizi bebia, os amygos comiam, quando deu-se um babado. Um dos garçons passou zilado por nós e atirou copos de plástico no meio-fio, estes ficaram ali, largados na sarjeta, sujando a rua e a frente do restaurantche. O ó. Já seria grave se nós fossemos simples e meros clientes, mas Oddie e Guta são do ramo turístico e vivem levando seus clientes para aquele restaurantche e se dão bem com a dona do estabelecimentho. Que foi chamada à mesa. Ela e Oddie denunciaram a atitude porca do garçom. E ela confidenciou que o muoço era "um novato", recém formado pelo restaurante do Senac. Cu-ruz Cre-do, dissemos todas chocadas.

Ah, a falta de noção. Quando chamado a atenção pela patroa, o garçom tentou justificar-se, alegando que "os copos caíram por acidente". Sei. Mas afinal, se caíram por acidente porque cargas dágua ele não os recolheu?

Oddie já ia para casa, e zarpamos para deixá-la, no bólido de Nick. Quando retornamos à Praia Grande pousamos no Bar da Faustina e lá recomeçamos a tarefa de nos alcoolizar. Gradativamentche, enquanto Zizi e sua trupe ficavam mais obnubilados, foram chegando outrus amygus pinguços: o primeiro a aparecer foi Paulie, professor universitário e um exímio apreciador de cafuçus da terra de Alcione, depois chegou Dan, a danada, a danosa, a dangerous. Em seguida juntaram-se a este verdadeiro jardim zoológico Wendy e Wall-E, que estavam recém chegandu da sauna, onde estava tudo de bom, disse Wendy, já que a pricipal devoradora de machos do pedaço (Guta) não estava presente no local e, consequentemente, restaram alguns dando sopa.

Rimos e continuamos enchendo nossas caras de Baygon. Depois Nick, Paulie e Guta foram-se (precisavam acordar cedu na manhã seguinte). Já eu, Dan, Wendy e Wall-E fomos ao Odeon, aquele casaréu caindo aos pedaços cheio de ripongas e maluquettes. O Odeon às vezes é uma pocilga muito zimpática. Mas naquela noitche estava um cú (apesar da presença de vários gatchinhos). Mas eu já estaca trêbada e fiquei pior depois que Dan me ofereceu mais uma dose de Baygon. Bateu legal. E fiquei zureta. Vendo hippies e outros bichos cabeludos como alucinações terríveis. Tinha um músico da banda que tocou aos vivos e que era muito gostozo. Ele estava ao lado de Zizi. Que ia elogiar os talentus do rapaz, mas uma riponga foi mais rápida e perigretche: mal Zizi futucou o ombro do gostozão e aquele destroço de Woodstock já estava atracada no pescoço do muoço.


Zizi Pollary ainda trocou uns olhares densos com um outro ser do sexo viril e varonil, mas depois da dose fatal de birita servida por Dan, aquela que entorta o quengo, nossa heroína perdeu o rumo e a direção, e ficou a ver navios (em dobro). Revoltada com o DJ da kasa, que só tocava músicas brochantes num volume anêmico, nossa diva que queria mais era botar pra fudêr, mas não sentiu nenhum comichão nem tesão e assumiu sua condição trêbada e cansada, decidindo mandar tudo e todos às baratas e ir-se. Nossa musa então foi de mototáxi para casa. E é isso, chegamos ao Fim da história, como diz o Fukuyama.

Troços de Mulher


Quando eu era apenas uma miúda e zerelepe zizizinha e ouvia por acaso as mulheres da phamília ou as meras conhecidas murmurando entre si, zuzurrando como quem futrica, rindo amarelo, eu não entendia nada daquilo, e mesmu quando elas me expelicavam, embaraçadas, que o que tinham eram "troços de mulher" eu fazia a maióh cara de ponto de interrogação.

Não que eu fossy muito burrinha, o que me faltava era experiência, keridus, para kompreender sem esforço que os tais "troços de mulher" de que as amapoas phalavam ciciando não eram panelas, brincos ou estoujos de maquilagy, e sim o sinitro e implacável ciclo menstrual.

Jamais zuperei o meu choque infantyl, quando consultando um livro médico, descobri o sentido daquela bizarra letra da Rita Lee: "mulher é um bicho esquizizito/ todo mês sangra". Tombém non sei que philósofo ou humorista disse que não confiava num bicho que sangrava por duas semanas e não morria, mas o fato é que eu sentia algo parecido. Como podiam as mulhas ser tão dizzimuladas? Enquanto conversavam, sorriam, cozizinhavam, falavam ao telephone, pegavam o ônibus aquelas senhoras todas estavam vazando sangue secretamente e torcendo-se em cólicas embaraçozas.

Os absorventes das minhas tias e da minha mãe eram objetus estranhos, que eu contemplava objetivamente, sem curiosidade, desinteressada como quem vê uma obra de arte sem perceber seu valor estético. Não que Zizi esteja comparando um Modess a uma obra de arte. Mas o fato é que aqueles eram os tais "troços de mulher" de cuja existência e funcionalidade eu sequer me dava conta.

Muitos homens encaram o korpo da mulher como se ele fosse um parke de diversões. Mas Zizi sempre achou essa uma metáfora imprópria. Eu preferia ver o corpo da mulher como um poço petrolífero, sujeito a perfurações e jorros abundantes de líquido espesso e precioso. Os homens são capazys de tudo, e descem a profundezas abissais só para perfurar um novo poço e fazer jorrar seus líquidos viscozzos. Adóron.

Mas "troços de mulher" na verdade são muito mais do que um sórdido Modess usado ou um discreto Tampax, correspondem a um conjunto subjetivo de idiossincrasias, manias, chiliques, caprichos, frescuras, frissons, intuições, fantasias, delicadezas, maus-humores e mistérios que fazem os homens em geral enlouquecerem, afirmando, com razão, "que jamais entenderão as muléhres", muito embora vários deles se vistam ou se maquilem exatamente iguais a elas.

Não há enigmas em ser mulher, nem em se transformar numa. O objetivo zecreto das cazadas, por exemplu, é atazanar a vida besta dos maridus, que se acham os senhores do mundo só porquem fornecem os proventos que sustentam o lar. Há várius deles, imprestáveis, que não servem nem pra pagar as dívidas. Ou como reza o ditadu copular: mulheres simplesmentche adoram dinheiro. Quem gostcha de homeins, no duro, são as beeshas.

Zizi Pollary, diva muito feminina, embora não padeça com "troços de mulher", confirma. Embora se defina como uma garota materialista, sua grande paixão são os homens duros. E bota duros nisso. Adóron.