
Quando eu era apenas uma miúda e zerelepe zizizinha e ouvia por acaso as mulheres da phamília ou as meras conhecidas murmurando entre si, zuzurrando como quem futrica, rindo amarelo, eu não entendia nada daquilo, e mesmu quando elas me expelicavam, embaraçadas, que o que tinham eram "troços de mulher" eu fazia a maióh cara de ponto de interrogação.
Não que eu fossy muito burrinha, o que me faltava era experiência, keridus, para kompreender sem esforço que os tais "troços de mulher" de que as amapoas phalavam ciciando não eram panelas, brincos ou estoujos de maquilagy, e sim o sinitro e implacável ciclo menstrual.
Jamais zuperei o meu choque infantyl, quando consultando um livro médico, descobri o sentido daquela bizarra letra da Rita Lee: "mulher é um bicho esquizizito/ todo mês sangra". Tombém non sei que philósofo ou humorista disse que não confiava num bicho que sangrava por duas semanas e não morria, mas o fato é que eu sentia algo parecido. Como podiam as mulhas ser tão dizzimuladas? Enquanto conversavam, sorriam, cozizinhavam, falavam ao telephone, pegavam o ônibus aquelas senhoras todas estavam vazando sangue secretamente e torcendo-se em cólicas embaraçozas.
Os absorventes das minhas tias e da minha mãe eram objetus estranhos, que eu contemplava objetivamente, sem curiosidade, desinteressada como quem vê uma obra de arte sem perceber seu valor estético. Não que Zizi esteja comparando um Modess a uma obra de arte. Mas o fato é que aqueles eram os tais "troços de mulher" de cuja existência e funcionalidade eu sequer me dava conta.
Muitos homens encaram o korpo da mulher como se ele fosse um parke de diversões. Mas Zizi sempre achou essa uma metáfora imprópria. Eu preferia ver o corpo da mulher como um poço petrolífero, sujeito a perfurações e jorros abundantes de líquido espesso e precioso. Os homens são capazys de tudo, e descem a profundezas abissais só para perfurar um novo poço e fazer jorrar seus líquidos viscozzos. Adóron.
Mas "troços de mulher" na verdade são muito mais do que um sórdido Modess usado ou um discreto Tampax, correspondem a um conjunto subjetivo de idiossincrasias, manias, chiliques, caprichos, frescuras, frissons, intuições, fantasias, delicadezas, maus-humores e mistérios que fazem os homens em geral enlouquecerem, afirmando, com razão, "que jamais entenderão as muléhres", muito embora vários deles se vistam ou se maquilem exatamente iguais a elas.
Não há enigmas em ser mulher, nem em se transformar numa. O objetivo zecreto das cazadas, por exemplu, é atazanar a vida besta dos maridus, que se acham os senhores do mundo só porquem fornecem os proventos que sustentam o lar. Há várius deles, imprestáveis, que não servem nem pra pagar as dívidas. Ou como reza o ditadu copular: mulheres simplesmentche adoram dinheiro. Quem gostcha de homeins, no duro, são as beeshas.
Zizi Pollary, diva muito feminina, embora não padeça com "troços de mulher", confirma. Embora se defina como uma garota materialista, sua grande paixão são os homens duros. E bota duros nisso. Adóron.