sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Zizi e o dindim


Zizi Pollary estava revendo ontem o dvd de Orgulho e Preconceito, quando lhe veio um estalo - que a Keyra Knightly devia processar o cabeleireiro por tê-la deixado desgrenhada o filme todo - quer dizer, Zizi pensou isso também, mas o estalo que Zizi realmente teve foi em relação à escritora Jane Austen, que dizia que seus romances giravam sobre dois assuntos: amor e dinheiro.
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Zizi aproveita a pausa e pergunta: "Será que existe algum outro assunto?" Podem consultar sua rede de fofocas favoritas, mas lhes asseguro: não há outros assuntos para tagarelar, pelo menos não tão interessantes ou abrangentes quanto estes dois.
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Alguém pode até argumentar: bem, existe sexo. Mas o sexo está tão relacionado a amor ou a dinheiro que é uma espécie de correlato objetivo de ambos.
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Já o dinheiro, por exemplo. Se não fosse algo socialmente importante, Karl Marx e Xuxa não seriam considerados sequer seres humanos dignos de servir cafezinho na História.
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Quando vai ao Shopping, Zizi Pollary fica Bélgica de ver tanta gente fazendo cara de rica. Imediatamente ela lembra de alguma boate gay - recinto onde a maioria das bees passa a noite toda fazendo carão. Pois assim como no bas fond, pelos Shoppings da vida (além das muitas bees), circulam aquelas mulheres que adoram fazer cara de ricas, que amam vestir roupas de grife, que usam sapatos caros e que andam mais empavonadas que aborrescente classe-média, aqueles serezinhos com personalidades malformadas, que para não passarem "vexame" diante dos coleguinhas só desfilam com o tênis mais caro da loja.
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A constatação de Zizi é que todos querem mostrar que têm dinheiro. Mesmo quando não tem nenhum.
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Zizi não se satisfaz com fingimentos. Ela só se sente alegre quando está com a bolsa repleta de notas estalando de novas. É como um orgasmo. Na verdade, para muitas mulheres, é o único orgasmo seguro e infalível. Dinheiro é o pingolim do mundo. Outro dia os cientistas chegaram à burra conclusão de que não existe o tal do ponto g nas mulheres. Isso porque ninguém experimentou procurar dentro da bolsa delas. O ponto g é um montinho de cédulas, ao lado de um sonho de valsa.
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E o que pode ser mais divertido do que ter dinheiro? Gastar dinheiro, claro. Comprar coisas por aí. Nada deixa as pessoas mais alegres do que gastar dinheiro com elas. Isso sim é espalhar felicidade.
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Com dinheiro sobrando na bolsa dá para comprar tudo que se deseja, e até mesmo todo mundo que se deseja. Zizi Pollary é do tipo mais consumista. Adora comprar livros, roupas, perfumes, sapatos, dvds e principalmentche pessouas.
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Zizi não entende os franceses, povo que além de não tomar banho e comer paté de fígado de ganso inventou aquela mania muquirana de esconder dinheiro dentro do colchão. Esconder dinheiro pra quê, pergunta ela, se o divertido é gastar por aí? E como os pobres assaltantes viveriam se as pessoas não andassem mais com dinheiro nos bolsos e bolsas?
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Há quem ache que falar em dinheiro é vulgar. Mas de que mais vão falar as pessoas nas festas? Que a boca do Sarney sem aquele bigodão deve parecer uma buceta raspada? Na-na-ni-na, o sal da omelete continua sendo tentar adivinhar com o que afinal a família X torrou toda sua fortuna: BMWs? coca? férias nas ilhas gregas? orgias com putas tailandesas? shows particulares de bandas de forró cearense? casacos de vison? mensalão?
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Sigismundo Freud diz que o dinheiro não traz a felicidade, porque não é um desejo infantil. Ora, Freud precisa é ver o tamanho do estrago que o Zezinho faz em Zizi pela módica quantia de quarenta pilas!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


Voltei, Keridus, toda repaginada, versão verão/2010. Louka para contar novas e atrevidas zizizices. Infelizmente o trabalho anda enchendo a santa paciência de nossa heroína, mas azzim que Zizi tirar suas férias o blog voltará triunfalmente à programação normal cheia de bafões, loukuras e alguns veneninhos bázicos!