quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Abusos


Após um longo finde cheio de bebidjinhas numa casa de praia no Araçagi, a djiva Zizi Pollary finalmente consegue sair do coma alcóolico em que ela se atolou até o alto das madeixas descoloridas e volta a postar em seu blogui.

Ufa! (Pauza para Zizi respirar e tomar um gole de água gelada)

Ainda atônita com seu esgotamento físico e mental provocado pelos excessos de todo o typo, nossa heroína profere raras, porém sábias palavras a seus amigus e seguidoures:

- Tem dorflex?

O finde quase foi o fim-de-linha para Zizi. Tudo aconteceu no níver da miguxa Oddie, que muito abusada resolveu fazer uma festa de frentche para o mar. Zizi Pollary abrilhantou o evento com sua presença única e radiante. Posou para fotos emoldurando seus amigus com seus abraços e gestos efusivos.

Apesar de tudo ser comemoração e alegria, nosso ícone também não precisava ter ingestado tanta manguaça de uma só vez. O resultado foi desolador. Uma ressaka brutal, que poderia ser melhor descrita como um tsunami, seguida de febres e delirium tremens.

Talvez só na semana da pátria nossa kerida Zizi volte a alegra seus dois leitores com sua garra habitual e a verve impagável. Por enquanto, a ressaka é tamanha que ela estuda a possibilidade de convidar umas cinco ou seis carpideiras para o seu velório.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Esfrega esfrega in the dancefloor


Hojee foi dia de faxxina no apê de Zizi Pollary. Como Zizi é uma lady e não varre nem um cílio postiço caído no chão, para realizar essas tarefas braçais e outros servicinhos sujos ela paga Madge, a diarista (foto), uma moça bastante dygna e muito limpinha, que trabalha duro e no final da jornada adora tomar um redentor golão de coca-cola gelada.

O apê de Zizi ficou um brinco e está pronto para as visitchinhas. Madge mereceu as gorjetchas.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Censo e outras censações


Zizi Pollary estava em um de seus momentchos de ressaka e esquizophrenya no sofá da sala quando foy interrompyda por batidhas na puórta.

Nossa lady godiva, que estava nua, além dy completamente despida, atirou-se sofregamente no guarda-roupa para vestir uma calçoila limpa.

As batidas insistiam na puórta enquanto Zizi, espavorida, cobria sua genitálya exposta com um tapa-sexo e se cobria com o corpette do seu uniforme de dominatrix (foi a primeira peça que ela achou pela frentche):

- Já vai, karalha - gritou a deeva.

Quase decentche, Zizi veio abrir a puórta. Mas antes de abrir, ela encostou a olhota no buraquinho do olho mágiko para espiar quem se atrevia a aparecer sem ser anunciado.

Era uma amapoa. Zizi nunca a vira antes mais gordha na veeda.

- O que a senhorita dezeja? - perguntou Zizi ríspida, sem abrir (em parte temendo ser a espôusa ou a madre genitora de algum bophy)

Apresentou-se como recenseadora do IBGE.

Zizi pediu para ver o crachá (podia ser uma tentatyva de assalto, vá confiar nos outros) e só aos poucos relachou ao permitir a raxa entrar.

A recenseadora correu os olhos pelo singelo cafofo e ficou passada com as obras de arte phynas e dygnas nas paredes, com os livros (todos legíveis, nada de Paulo Coelho na estantchy) e com a rika coleção de DVDs da nossa heroína. Deslumbrada, a raxinha gritou:

- Nossa, como você é xique, hein...

- Thank U, darlin'.

Após esse momentcho altamente quebra-gelo, a amapoa adotou uma postchura mais profissional: largando a caixinha de toddynho que estava tomando sobre o bucho, ela arrotou discretamentche e apanhou nos troços dela um aparelhinho muito zimpátiko quy a princípio Zizi pensou que fosse um celular, mas era o formulário. O Censo 2010 phynalmentche entrou na era da eletrôlhica.

A rachadinha fazia perguntchas e Zizi soltava pequenas informações sobre sua veeda. Zizi respondia a toudas com o máximo de sinceridade de que era capaz. "Quantas pessôuas moram akee", Só eu - disse Zizi - e algumas aranhas. "Alguém que morava aqui faleceu nos últimos meses? O meu cactus! O coitadinho bateu as botas - respondi comovida, com uma lágrima escorrendo rímel. "Qual a sua renda no mês de julho?" Ai, em julho, deixa ver, eu usei uma calcinha de renda preta leeenda numa festa...

Em suma, a entrevista dada à recenseadora foi bem kurteenha e Zizi sentiu-se uma celebridade instantânea, kurtiu um bocado e ainda concedeu um autógrafo na maquininha da raxa. O IBGE vai ver compila esses dados toudos indo na kasa dos outros para depois fazer fofokas. Zizi kurtiria muito mais a vizita do Censo sy em vez de uma amapoa até bem intencionada tivesse aparecido um rapagão bem zimpátiko que adentrasse no seu kubículo com muito jeitcho e ky-gel, e depois se aprofundasse em sua veeda íntima & pessoal.

domingo, 1 de agosto de 2010

Zizi Pollary ficou fora de si ao ouvir que a filha do Fábio Jr ia posar nua na Playboy. "Quer dizer que veremos a linda Fiuk nua, em toda a sua androgynia?", perguntou salivando. Mas um estraga-prazeres desapontou a nossa diva: "naum, é a Cléo Pires". Tédio, retrucou nossa heroína.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Matagal


Dia de preguiça e muito calor. Ocupadíssima na contemplação do próprio umbigo, Zizi Pollary ficou passada com o rápido crescimento do seu gramado:

- E acabou o meu creme depilatório - lastimava nossa Claudia Ohana Dois.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Tédio, Spleen e Melancolia


Toda segunda é letal. Zizi Pollary akorda com maus boffs (ou sem nehum boff, o que é piór), e fika literalmente loka da periquita dela, recolhida em sua concha de madrepérola como uma ostra com TPM, curtindinho umas ondas de ser uma Greta Garbo de bairro suburbano ao som lúgubre de Leonard Cohen, bebendo sorvos e mais sorvos de champagne, e nestes momentos de sublime melancolia nossa diva passa em revista seus mais doces sonhos e esperanças (como o desejo de que o resto da humanidade vá katar koquinho).

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Uma Noite de Quinta

Ontem Zizi Pollary saiu à noite e antes que suas lembranças etílicas se esfumem por completo decidiu escrever aqui.


Nada aconteceu de extra-ordinário. Zizi foi à Praia Grande, mais precisamentche ao Cantinho da Estrela, onde seus amygus Guta, Nick e Oddie estavam se embriagando com Baygon gelado. Coisa de rotina.

Zizi juntou-se a eles e ficou ali sentada e bebendo e conversando. A Praia Grande até que fica um pouco decente às quintas-feiras. Embora o calor que fizesse fosse exasperante, a noite estava quase agradável. Reinava a paz, embora esta fosse perturbada pelos peditches, que até se ajoelhar se ajoelhavam implorando uma ajudinha material. Coisa degradante, mas também ela, a degradação, absolutamente rotineira. SL esculhamba a definição de ilha. Não é uma porção de terra cercada de água por todos os lados. É uma porção de turistas cercados de mendigos por todos os lados.

Tudo ia zen: Zizi bebia, os amygos comiam, quando deu-se um babado. Um dos garçons passou zilado por nós e atirou copos de plástico no meio-fio, estes ficaram ali, largados na sarjeta, sujando a rua e a frente do restaurantche. O ó. Já seria grave se nós fossemos simples e meros clientes, mas Oddie e Guta são do ramo turístico e vivem levando seus clientes para aquele restaurantche e se dão bem com a dona do estabelecimentho. Que foi chamada à mesa. Ela e Oddie denunciaram a atitude porca do garçom. E ela confidenciou que o muoço era "um novato", recém formado pelo restaurante do Senac. Cu-ruz Cre-do, dissemos todas chocadas.

Ah, a falta de noção. Quando chamado a atenção pela patroa, o garçom tentou justificar-se, alegando que "os copos caíram por acidente". Sei. Mas afinal, se caíram por acidente porque cargas dágua ele não os recolheu?

Oddie já ia para casa, e zarpamos para deixá-la, no bólido de Nick. Quando retornamos à Praia Grande pousamos no Bar da Faustina e lá recomeçamos a tarefa de nos alcoolizar. Gradativamentche, enquanto Zizi e sua trupe ficavam mais obnubilados, foram chegando outrus amygus pinguços: o primeiro a aparecer foi Paulie, professor universitário e um exímio apreciador de cafuçus da terra de Alcione, depois chegou Dan, a danada, a danosa, a dangerous. Em seguida juntaram-se a este verdadeiro jardim zoológico Wendy e Wall-E, que estavam recém chegandu da sauna, onde estava tudo de bom, disse Wendy, já que a pricipal devoradora de machos do pedaço (Guta) não estava presente no local e, consequentemente, restaram alguns dando sopa.

Rimos e continuamos enchendo nossas caras de Baygon. Depois Nick, Paulie e Guta foram-se (precisavam acordar cedu na manhã seguinte). Já eu, Dan, Wendy e Wall-E fomos ao Odeon, aquele casaréu caindo aos pedaços cheio de ripongas e maluquettes. O Odeon às vezes é uma pocilga muito zimpática. Mas naquela noitche estava um cú (apesar da presença de vários gatchinhos). Mas eu já estaca trêbada e fiquei pior depois que Dan me ofereceu mais uma dose de Baygon. Bateu legal. E fiquei zureta. Vendo hippies e outros bichos cabeludos como alucinações terríveis. Tinha um músico da banda que tocou aos vivos e que era muito gostozo. Ele estava ao lado de Zizi. Que ia elogiar os talentus do rapaz, mas uma riponga foi mais rápida e perigretche: mal Zizi futucou o ombro do gostozão e aquele destroço de Woodstock já estava atracada no pescoço do muoço.


Zizi Pollary ainda trocou uns olhares densos com um outro ser do sexo viril e varonil, mas depois da dose fatal de birita servida por Dan, aquela que entorta o quengo, nossa heroína perdeu o rumo e a direção, e ficou a ver navios (em dobro). Revoltada com o DJ da kasa, que só tocava músicas brochantes num volume anêmico, nossa diva que queria mais era botar pra fudêr, mas não sentiu nenhum comichão nem tesão e assumiu sua condição trêbada e cansada, decidindo mandar tudo e todos às baratas e ir-se. Nossa musa então foi de mototáxi para casa. E é isso, chegamos ao Fim da história, como diz o Fukuyama.

Troços de Mulher


Quando eu era apenas uma miúda e zerelepe zizizinha e ouvia por acaso as mulheres da phamília ou as meras conhecidas murmurando entre si, zuzurrando como quem futrica, rindo amarelo, eu não entendia nada daquilo, e mesmu quando elas me expelicavam, embaraçadas, que o que tinham eram "troços de mulher" eu fazia a maióh cara de ponto de interrogação.

Não que eu fossy muito burrinha, o que me faltava era experiência, keridus, para kompreender sem esforço que os tais "troços de mulher" de que as amapoas phalavam ciciando não eram panelas, brincos ou estoujos de maquilagy, e sim o sinitro e implacável ciclo menstrual.

Jamais zuperei o meu choque infantyl, quando consultando um livro médico, descobri o sentido daquela bizarra letra da Rita Lee: "mulher é um bicho esquizizito/ todo mês sangra". Tombém non sei que philósofo ou humorista disse que não confiava num bicho que sangrava por duas semanas e não morria, mas o fato é que eu sentia algo parecido. Como podiam as mulhas ser tão dizzimuladas? Enquanto conversavam, sorriam, cozizinhavam, falavam ao telephone, pegavam o ônibus aquelas senhoras todas estavam vazando sangue secretamente e torcendo-se em cólicas embaraçozas.

Os absorventes das minhas tias e da minha mãe eram objetus estranhos, que eu contemplava objetivamente, sem curiosidade, desinteressada como quem vê uma obra de arte sem perceber seu valor estético. Não que Zizi esteja comparando um Modess a uma obra de arte. Mas o fato é que aqueles eram os tais "troços de mulher" de cuja existência e funcionalidade eu sequer me dava conta.

Muitos homens encaram o korpo da mulher como se ele fosse um parke de diversões. Mas Zizi sempre achou essa uma metáfora imprópria. Eu preferia ver o corpo da mulher como um poço petrolífero, sujeito a perfurações e jorros abundantes de líquido espesso e precioso. Os homens são capazys de tudo, e descem a profundezas abissais só para perfurar um novo poço e fazer jorrar seus líquidos viscozzos. Adóron.

Mas "troços de mulher" na verdade são muito mais do que um sórdido Modess usado ou um discreto Tampax, correspondem a um conjunto subjetivo de idiossincrasias, manias, chiliques, caprichos, frescuras, frissons, intuições, fantasias, delicadezas, maus-humores e mistérios que fazem os homens em geral enlouquecerem, afirmando, com razão, "que jamais entenderão as muléhres", muito embora vários deles se vistam ou se maquilem exatamente iguais a elas.

Não há enigmas em ser mulher, nem em se transformar numa. O objetivo zecreto das cazadas, por exemplu, é atazanar a vida besta dos maridus, que se acham os senhores do mundo só porquem fornecem os proventos que sustentam o lar. Há várius deles, imprestáveis, que não servem nem pra pagar as dívidas. Ou como reza o ditadu copular: mulheres simplesmentche adoram dinheiro. Quem gostcha de homeins, no duro, são as beeshas.

Zizi Pollary, diva muito feminina, embora não padeça com "troços de mulher", confirma. Embora se defina como uma garota materialista, sua grande paixão são os homens duros. E bota duros nisso. Adóron.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Eu, Hein


O que me espanta nos cliques acima não é nem o modelito ovo de páscoa da artchista (tosse), mas a corage do povo de botar a mão tão pertu do pontiagudo salto da Preta Gil.

Dúvida

Mas aphinal o que Marina Lima phoi phazer no "kill bill vol. 3" da Lady Gaga? Só pra darem a elza no celular da coitada? Mais respeitcho com as divas veteranas, gentchi. Deviam ter chamado a Thammy Gretchen.

Festjinhaz Tamos Aí


Zizi Pollary já estava se preparandu para fikar em casa e quem sabe jogar uma partida de biribol com algumas de suas ameigas lesadas quandu o telephone zurrou.

A diva atendeu de bate-pronto pensando tratar-se de algum boffy afinz de alguma coisa picante - mas imaginem qual foi sua cara ao ouvir uma voz desagradável de raxada bem rude preguntar: "quem tá falandu"?

- Como assim quem está phalando, karaleo? Claro que é Zizi Pollary, ué.

A phalta de educação e de noção das pessoas me dexa abizmada. Porke não ligam educadamentche, apresentando-se para nós, dizendo tipos "boa noitchi aqui é a creiça raimunda, funcionária da caixa ecaonômica fedemral, com quem tenho a honra de falar?". Quem dera as pessoas se civilizassem a este ponto. Mas não, só sabem dar patada no koo alheio.

Na verdadche, a amapoa mal-educada era a muléh de um primo meu, e telephonou pra lembrar Zizi que aquela era a noitche do aniversário do primão e ia rolar uma boa festjinha.

Comu já era noite acirrada e esse povo é sem-noção e inventa de convidar na última hora, Zizi só teve tempo de escolher um modesto modelito branco (foto) e sair pra essa cachaçada. A amapoa podia ser grossa ao telephono mas era famosa por seus quitutes e como nossa heroína ainda não havia ingerido nutrientes sólidos neste dia, resolveu arriscar tudo comparecendu à tal boca-livre.

A festjinha até tava legal, quer dizer: um saco. Muito parentje pra encher a paciência da gentche em vez da periquita. Muita criança pequena abrindo o maior buéé, muito beija-mão das tchia véias, muita fofoka e perigón. E Ki-susto: diversos boffys feiosos. O meu primo niversariante só tinha amigos nada-a-ver, paridos por assombração ou cruz-credo. Apesar desses pesares, como tinha um estoque generoso de manguaça na casa, Zizi se sentiu pheliz e bem à vontade.

Agora um adendo por que Zizi vai falar de uma honrosa exceção. Havia um único e solitário GOSTOZO no pedaço, que era o namoradjinho da minha priminha, ermã do aniversariantche. O tal namorado é um rapagão bem sarado e sorridentche. Zizi olhou-o de soslaio e foi o que bastou para umidificar-se toda desejando aquele macho para si.

Infelizmentche a prima foi rápida demais e depois dos parabéns-pra-você sumiu com o garotu, indo ambos jogar-se no Iachty Clube. Sim, porque se ela inventasse de ir numa boatchy gaye não ia sobrah neca sobre neca desse boffy.

Desolada com a perda do único homem que prestava na noite, Zizi mergulhou no alcool. Nossa biriteira lendária só foi embora da phesta - num estado ruinoso e lastimável, como de praxe - depois que secou-se a última lata de baygon.

Para não se sentir por baixo, apelou à síndrome da raposa e das uvas. Desdenhou daquele boffy que não chegou a comer: "esse tá verdi". Imaginou ainda, despeitada, que um boffy tão boa-pinta daqueles talvez tivesse algum depheito de fábrika, como um pingolim microscópico ou até o hábito delicado de virar a mão e apalpar um belo toco. Aphinal, por mais lindro, gostoço ou rico que um homem seja "ninguém é perfeito", como toda admiradora de Billy Wilder sabe.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O Trio no Cio


Vocês sabem, Zizi Pollary é uma dama elegantchy, mas mesmo uma lady não recusa convitchinhus dos amigus pinguços. Dia desses, ou melhor seria dyzer noite dessas numa sexta-feira malleditta Zizi foi convidada por Gutcha Gatoona para uma saidiinha bázzika com a finalidade de encher a cara de manguaça, numa biritagem desenfreada da qual as sobreviventes emergeriam pra um rolé pela night no bafão-móvel de Wendy (photo).

Terminamos as três divas bebendu toudas no buteco da esquina onde Wendy se esconde, ali pertinhu du Parque do Bom Menino, as três ouriçadíssimas esperando ver se passava algum bom menino (e de phato o que passou por lá foi um um ótemo garizinho, rapagón o qual Wendy - piriguette que só ela - tinha arrestado na véspera à sauna). o gari ele conheceu ali mesmo na esquina, em plena função de varredura das ruas. Enquanto o galalau catava latinhas e imundícies, nossa amiga catou ele.

Mas nessa noite o Gari apareceu para tentar descolar alguns dindin$$ com nossa amiga Wendy. E apesar da muita insistência do bophy nossa ameiga naum liberou o caixa-forte.

Esse tal butiquim precário e bafônico no qual viramos muitos copos se chama House Beer e é administrado por uma Bolacha muito zimpática da qual não me recuerdo o nome agora. O fato é que a sapa-dona estava sentada à nuestra mesa com uma sua amiga, uma loira de pharmácia que tambiém é delegrada e que estava se doendo de amores pela sua mais recente separação. Tantamos animar a fancha, dizendo sai dessa ô, mas ela a toda hora pregava no celular e discava desesperada para a ex. Que não era uma simples ex, mas um exú.

Presenciamus muitos chororôs e mágoas de cabôcla, para variar. Sinto dó, mas é podre.

Lá sentadjinha no meio das lésbichas ficamos, Zizi, Gutcha e Wendy - as desharmony cats - sorvendo pacificamente várias dozes geladjinhas de baygon paraguaio e quando a birita acabou (pois nós cachaceiras secamos todo o estoque da sapaquita) começamos a beber uma grade de baratox. Glub, gluby, glube.

Lá pela undécima dose eu já estava começamdo a ficar um pouco alta quando chegaram + dois rapauzes (alegres) ao bar e juntaram-se a nossa mesa, que já estava parecendo um jardim zoológico, cheio de bichus e beeshas.

Entonces, acabou-se o disco da Marina Lima que estava na pick up ("O Chamado") e a sapa pôs para tocar o "Ok Computer" do Radiohead, que Danni, a danada, também apelidada (por Zizi) como a Danosa Leão, botou lá no prego por algumas catchacinhas penduradas. A dona do estabelecimento perguntou se eu não queria comprar os cds, mas não obrigada já os possuía a ambos, disse-o Zizi para ela, engrolando a língua, já trêbada.

Danni, keridu, paga a amapoa e resgata teus dizcos!

Bom, después que Wendy trocou as vestimentas para poder se vulgarizar na buatchi, pagamos a conta rachada em trio e zarpamos muito coloridas para o centro histérico da cidade.

Zizi não estava com o edí piscando de vontade de ir à boatche e só ficou mais um pouco se colocando com as amigas lá na esquina da Obs antes de resolver pegar uma moto e ir para seu caphopho drurmir, dormir, talvez sonhar.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carnaval?



No último Finde teve uma feztinha mezzo babado/mezzo barraco a que Zizi Pollary compareceu com sua verve costumeira, envergando seus trajes mais colantes e ousados, muito disposta a se divertir. Afinal, Girls Just Wanna Have Fun.
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A fezta era pra ser a efervescente comemoração do níver da miguxa Nic. A intenção era até boa, fazer uma feijoada à beira da piscina na casa do casal Nardoni em ritmo carnavalesco. Como todos sabem, de boas intenções o inferno está lotado até à tampa. Quando eu fui informada que Nica ia fazer fezta no cafofo dos Nardoni, pensei: Ué. Uó. Uêrro.
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Afinal estão todos cansados de saber que os Nardoni - com suas neuras e cismas são altamente instáveis e explosivos, como um artefato da Al Qaeda. Supus que fosse rolar uma ou duas baixarias no feztejo. E alguns tapas. Acertei nos supositórios. A tal fezta acabou virando um palco teatral onde afloraram muitas mágoas de cabocla e algumas cenas de humilhação física e verbal.
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Zizi chegou por volta das quatro da tarde, quando saltou do táxi muito digna. Tocou a campainha quinhental mil vezes e ninguém veio abrir o portão. As bees estavam todas no quintal se embriagando como de praxe, pulando de maiô na piscina e curtindo sambas-enredo em volume máximo. Nossa heroína ficou plantada como coqueiro do lado de fora. Ninguém merece. Lembrou de diskar pras bees. Mas nenhuma das lesadas atendia seus celulares, surdas que estavam por surdos, pandeiros e agogôs.
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Felizmente um dos Nardoni viu a nossa diva já muito embucetada acenando na entrada e abriu-lhe o portão. Zizi chispou feztinha adentro, disposta a se colocar o mais velozmente possível. Foi logo abraçando numa garrafa de manguaça e desejando feliz aniversário pra ela. Muah.
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As conhecidas de Zizi já estavam muito à vontade na piscina. Especialmente Dan. Uma criatura alta como um pé de bambu que passou a fezta toda derrubando os desavizados na piscina. Inclusive Zizi. A bee ousou atirar nossa diva umas quatro ou cinco vezes na água. Zizi mal bobeava ajeitando a calcinha ou fazendo uma dancinha sençual e lá vinha aquela sem-vergonha e empurrava Zizi Pollary com seu drink, chapinha e tudo o mais naquela água infecta, provavelmente mijada. Zizi ficou com seu braço esquerdo dolorido por uns dois dias, graças aos puxões, empurrões e quedas. Iggy também me exibiu as roxuras e hematomas resultantes daquela "brincadeira". Ambas juraram V de vingança.
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Um espetáculo à parte quem deu foi o DJ. Que se montou muito feminina com bíquini de bolinhas, óculos de homem-mosca e peruca cor-de-rosa. Além de apontar sua poderosa arma - um consolo bem realista - para todos os convidados. O risco era o de alguém sumir com o consolo, escondendo-o em lugar bem oculto.
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As más-línguas dizem, embora Zizi não tenha testemunhado, que a briga do casal Nardoni deu-se por causa do convidado que Guta Gatuna levou para a festa. Um legítimo filho da Bahia. Que estava muito na sua durante a festa. Mas a presença daquele morenão abalou as estruturas do casal, cujos alicerces são tão sólidos quanto uma gelatina. Um dos Nardoni ficou assuntando com o Boph, pra fazer ciúmes no outro, e este rondava a piscina enraivecido, e depois reclamou para GG: "Porque foi trazer este pescador para cá?" Guta foi à lua e voltou, mas como sempre muito digna, decidiu ir embora à francesa, com seu amantche a tiracolo.
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Depois do que, soube-se, rolou um tapa entre os Nardoni, dentro da alcova. Já vimos esse filme antes. Acho que se chamava Staircase, com Richard Burton e Rex Harrison fazendo um pavoroso casal de guêis que se desprezam e abominam, mas que nunca se separam.
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Zizi aproveitou a confusão para fugir. Fez bem. A manguaça já havia acabado. E a festinha já estava apodrecendo também. É preciso perceber a hora exata de cair fora. Zizi tem esse dom. Felizmentche. Porque depois nossa diva soube de algumas elzas que rolaram na feztinha: celulares e câmeras digitais que evaporaram, alguns bophes e bees que continuaram por lá ficaram com fama e pecha de elzeiras. Cruz credo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

I Don't Know What to Do With Myself


Zizi Pollary está de férias, keridus!
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Agora ela pode se jogar na buatche e brilhar coberta de plumas, purpurina e lantejoulas no carnaval! Rá rá! Bocejos...
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Outra opção: Sol. Praia. Blééé.
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Viajar? Ai que preguiça de fazer as malas. Pra onde? Tuntum e Itapicuru, never more!
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Séquiço? Requer um bocado de energia e, principalmente, um bocado de dinheiro! E Zizi ainda não se recuperou totalmente da marolinha de 2009.
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Com Zizi é nove ou novecentos: no fundo, ela odeia trabalhar, mas o processo de tirar férias é igualmente complicado! Vira uma obrigação chata de se divertir, que deixa nossa diva subindo nas tamancas!
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Todos os nossos problemas nos perseguem porque somos incapazes de permanecer com o bumbum sentado no sofá da sala!
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O jeito é cair nas biritas. Por sinal vai ter show da Angela RoRô na Ilha e até essa despirocada diz-que largou o alcool. Ingrata!
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Sobram dúvidas do que fazer nessas férias. Zizi está aloka, com os nervos à flor das mucosas, como toda grande deeva é carente e solitária, portanto aceita sugestões e dicas dos seus keridus dois ou três leitores! Please, Help me, cambada!!!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Zizi e o dindim


Zizi Pollary estava revendo ontem o dvd de Orgulho e Preconceito, quando lhe veio um estalo - que a Keyra Knightly devia processar o cabeleireiro por tê-la deixado desgrenhada o filme todo - quer dizer, Zizi pensou isso também, mas o estalo que Zizi realmente teve foi em relação à escritora Jane Austen, que dizia que seus romances giravam sobre dois assuntos: amor e dinheiro.
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Zizi aproveita a pausa e pergunta: "Será que existe algum outro assunto?" Podem consultar sua rede de fofocas favoritas, mas lhes asseguro: não há outros assuntos para tagarelar, pelo menos não tão interessantes ou abrangentes quanto estes dois.
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Alguém pode até argumentar: bem, existe sexo. Mas o sexo está tão relacionado a amor ou a dinheiro que é uma espécie de correlato objetivo de ambos.
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Já o dinheiro, por exemplo. Se não fosse algo socialmente importante, Karl Marx e Xuxa não seriam considerados sequer seres humanos dignos de servir cafezinho na História.
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Quando vai ao Shopping, Zizi Pollary fica Bélgica de ver tanta gente fazendo cara de rica. Imediatamente ela lembra de alguma boate gay - recinto onde a maioria das bees passa a noite toda fazendo carão. Pois assim como no bas fond, pelos Shoppings da vida (além das muitas bees), circulam aquelas mulheres que adoram fazer cara de ricas, que amam vestir roupas de grife, que usam sapatos caros e que andam mais empavonadas que aborrescente classe-média, aqueles serezinhos com personalidades malformadas, que para não passarem "vexame" diante dos coleguinhas só desfilam com o tênis mais caro da loja.
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A constatação de Zizi é que todos querem mostrar que têm dinheiro. Mesmo quando não tem nenhum.
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Zizi não se satisfaz com fingimentos. Ela só se sente alegre quando está com a bolsa repleta de notas estalando de novas. É como um orgasmo. Na verdade, para muitas mulheres, é o único orgasmo seguro e infalível. Dinheiro é o pingolim do mundo. Outro dia os cientistas chegaram à burra conclusão de que não existe o tal do ponto g nas mulheres. Isso porque ninguém experimentou procurar dentro da bolsa delas. O ponto g é um montinho de cédulas, ao lado de um sonho de valsa.
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E o que pode ser mais divertido do que ter dinheiro? Gastar dinheiro, claro. Comprar coisas por aí. Nada deixa as pessoas mais alegres do que gastar dinheiro com elas. Isso sim é espalhar felicidade.
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Com dinheiro sobrando na bolsa dá para comprar tudo que se deseja, e até mesmo todo mundo que se deseja. Zizi Pollary é do tipo mais consumista. Adora comprar livros, roupas, perfumes, sapatos, dvds e principalmentche pessouas.
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Zizi não entende os franceses, povo que além de não tomar banho e comer paté de fígado de ganso inventou aquela mania muquirana de esconder dinheiro dentro do colchão. Esconder dinheiro pra quê, pergunta ela, se o divertido é gastar por aí? E como os pobres assaltantes viveriam se as pessoas não andassem mais com dinheiro nos bolsos e bolsas?
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Há quem ache que falar em dinheiro é vulgar. Mas de que mais vão falar as pessoas nas festas? Que a boca do Sarney sem aquele bigodão deve parecer uma buceta raspada? Na-na-ni-na, o sal da omelete continua sendo tentar adivinhar com o que afinal a família X torrou toda sua fortuna: BMWs? coca? férias nas ilhas gregas? orgias com putas tailandesas? shows particulares de bandas de forró cearense? casacos de vison? mensalão?
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Sigismundo Freud diz que o dinheiro não traz a felicidade, porque não é um desejo infantil. Ora, Freud precisa é ver o tamanho do estrago que o Zezinho faz em Zizi pela módica quantia de quarenta pilas!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


Voltei, Keridus, toda repaginada, versão verão/2010. Louka para contar novas e atrevidas zizizices. Infelizmente o trabalho anda enchendo a santa paciência de nossa heroína, mas azzim que Zizi tirar suas férias o blog voltará triunfalmente à programação normal cheia de bafões, loukuras e alguns veneninhos bázicos!