
Polêmica sempre foi com ela mesma, mas neste último fim-de-semana, Zizi Pollary ousou mais do que nunka: a deeva pôs um modelito bem discretinho (foto) e compareceu a uma festinha infantil. Com balão, palhacinhos e tudo.
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Fezta que felizmente não estava abarrotada de fedelhos. A maioria dos presentes era a marmanjada. Um bando de coroas, isso sim. bebendo drinkinhos. Claro que tinha um ou outro pirralho inevitável, correndo aos gritos, ou sendo levado nos braços pelos genitores. Mas os pestinhas até que estavam comportados. O que é um puro milagre hoje em dia, em que ninguém mais educa ninguém, só gera no mundo depois deixa solto por aí, como bichinhos sem coleira.
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Já as pessoas que se consideravam adultas, essas deixavam muitíssimo a desejar. Zizi Pollary não é ovo, mas chocou-se. Ela jura que nunca viu tanta BAIXARIA junta como a que presenciou enquanto todos cantavam o "Happy Birthday To You". Aliás o povo nem esperou terminar de bater palmas para avançar na mesa de docinhos. Pensem numa avalancha de esfomeados, e não era gentalha pobry não, era só salto alto, banho tomado e vestido comprado em xópin, mas tudo agindo como um monte de MORTOS de FOME. As peruas deixaram toda compostura de lado, e marcharam como zumbis de filme B, que em vez de devorar cérebros humanos, queriam saborear docinhos. Fiquei perplexa com a falta de modos daqueles seres bárbaros e desumanos, os convidados.
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A mesa estava linda, abarrotada de doces e gulodices. Aquela gente ao ver aquilo regrediu a um bando de criancinhas mongolóides. Eu vi duas Pattys, bem mal-educadinhas, equilibradas em seus saltos altos, pegando todos os doces que puderam, passando o rodo mesmo e guardando olhos-de-sogra, cajuzinhos e marias-moles até entre os seios. Foi constrangedor.
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Essa turma já devia sair jantada de casa para não dar tamanho vexame!
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Zizi ficou com vontade de esfregar a cara daquelas duas miseráveis na cobertura do bolo, mas conteve os instintos agressivos, contentando-se em rir delas. Pegou um brigadeiro e disse: "Ei, vocês deixaram UM vivo!"
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Felizmenthy o garçom surgiu do nada e passou a abastecer continuamente a taça de nossa heroína, que já estava rotulando a tal fezta de sacal. Com muitos drinks na moleira, Zizi Pollary começou até a ver com certa zimpatia aquelo evento social ridículo, onde as pessoas falavam bobagens o tempo todo enquanto ouviam músicas da Xuxa.
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Zizi ainda encontrou ânimos para flertar com o guapo namorado de uma priminha. Tudo isso ao mesmo tempo em que o seu olhar implacável fulminava decorações, vestidos, penteados e maquiagens que circulavam livres e despudorados - como verdadeiros atentados terroristas ao bom senso e à elegância.
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Enfim, Zizi fez algumas irreflequições: "toda fezta de criança hoje é de uma cafonice temática interminável, proporcional à falta de imaginação dos papais e mamães, que só conseguem associar os filhos a desenhos desanimados de TV ou a apresentadoras louras com cérebros de minhoca..."
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Esse povo parece que não teve infância! Uma gente uó e sem noção, que fez Zizi protestar muito dygna:
- Meu koo também é docinho! - anunciou a diva, cambaleante e descalça, na saída do recinto.