segunda-feira, 29 de junho de 2009

Oba, festjinha!

Ontem Zizi Pollary compareceu ao niver dum grande amigo e DJ. Pensem numa festa bafônica (foto). Tudo começou às quatro da tarde e acabou às quatro da manhã seguinte, creio eu, pois não fiquei para ver até o final. Zizi abandonou a feztinha por volta da madrugada tentando voltar viva pra casa. Se estou teclando aki é porque consegui.

Quando cheguei já dei de cara com minhas miguxas, todas lindas e femininas, se embriagando horrores. Dentre elas, as blogueiras Guta Gatuna, do Bloguette, Iggy, do Movie e Curiosidades, Nic, que tem um blog muito chocho (nem merece link) e Dan, que é um verdadeiro pau-pra-toda-obra na redação do site do Alex Palhano.

Como sempre acontece em eventos que reunam um time desses, tudo começou muito comportado, mas depois de muita colocação, a festinha rapidamente degenerou para uma patacoada cheia de cenas trash, envolvendo performances, dublagens, coreografias sui generis e muita, mas muita vinhadagem.

Todas as bees bateram cabelón e soltaram a franga ao som de "Billie Jean", da finada alienígena (foi a aniversariante, muito phyna, quem puxou o grito de "Michael, eles não ligam para nós").

Os momentus inesquecíveis foram vários, mas ninguém supera a minha kerida Guta Gatuna em matéria de abuso performático. GG dublou Gal Costa, "uma tigresa de unhas negras e íris cor-de-mel", arrastando-se no chão como uma felina, toda molhada de suor e cerveja, vestindo apenas uma calcinha. Foi um momento infame e sexy, cujo ápice veio de um celular luminoso pendurado no koo. Uma coisa de arrepiar.

Dan queria chamar mais atenção que o barrigão de Giselle Bündchen no SPFW. Trocou de roupas inúmeras vezes. Desfilou montada com plumas, cocares e chocalhos. Chacoalhava-se toda. Ensandecida se jogava na pista e nas paredes, rodopiava como barata tonta e se friccionava nos bophes, que nem sempre reagiam satisfeitos com a brincadeira. A bee é muito abusada e passou a mão até mesmo em Zizi Pollary. Só não parti pra pancadaria porque Zizi Pollary não bate, é uma dama doce, educada, elegante.

Mas sempre de olho numa boa rôula. No começo da fezta tinha alguns homens gostosões na festa, os acompanhantes/namorados das minhas amigas. As beeshas estavam tão performáticas que os deixaram abandonados, falandu bobagens na mesa, ou ao celular.

Tipo o bophe da aniversariante, um sujeitão sarado e rústico, meio sem noção. Uma cabecinha de passarinho num corpão de mamute. O bophe causou frisson na mesa ao chegar embriagado na festa dizendo que 'veio para comer', e falando de uma cobra cega que ele matou no quintal. Zizi Pollary tremeu na base, pois gosta de cobras cegas.

Infelizmente os bophes foram-se embora e a fezta virou uma espécie de rebelião num presídio feminino. As beeshas estavam com o fogo aceso no rabo. Foi divertido.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Conselho não dou, não alugo, nem vendo


Zizi Pollary devia ter sido psicóloga, psicanalista ou psicopata, sei lá.

Porque? oras tem sempre algum desinfeliz me confessando suas neuras sentimentais nus momentos de alcoolismo.

Tipus estou bebendo entre conhecidos e é batata: sempre se fica sentimental. É o alcool ajudando as pobres almas a liberar o bacalhau de dentro do ser. Acho interessante isso. E fico me fazendo de mosca morta só para ouvir o povo confessar que já deu pra todomundo ou que já fez até o ipisilone de cabeça pra baixo mas não se considera puta nem vinhadu.

Juro que ouço tudo pacientemente. Só não contem com Zizi para aconselhar quem quer que seja. Se conselho fosse bom, Freud jamais teria escrito sobre o tal do inconsciente. Seria apenas mais um bostinha a publicar livros de auto-ajuda.

Somos na maior parte do tempu movidos por impulsos dos quais nem sequer nos damos conta. Como por exemplu: a gente vive falando por aí que queria arranjar um parceiro especial, que nos valorizasse e não sei mais o que, mas alguém me explica porque a vontade de dar para fulano e não para sicrano?

Ah, é purque fulano:

a) É riquíssimo, tem uma mansão, um carrão com chofer, um piscinão, e um pauzinho;
b) É bom e gentil, tem um grande coração e é meu amigo, sempre poderei contar com ele;
c) É feioso, mas tem um charme irresistível, um je-ne-sais-quoi, um chameguinho bom na hora do vuco-vuco;
d) É o maior cafajeste da paróquia, mas tem uma jeba gigantesca.

É claro que se você for uma Diva 24h como Zizi sempre vai ficar com a alternativa a. Ou c. Já um rapaz gay com tendências homossexuais assumidas ficará com a letra "d", é óbvio. Ou até c, que me parece fantástico. Ninguém quer a opção b de "bobo". Só os bonzinhos herdarão o paraíso, um lugar tedioso, cheio de anjos tocando harpas, sem popozudas, piriguetches, travestchis, dançarinas do ÉoTchan ou ex-BBBs por perto...
Ora direis ouvir estrelas


Kimberley Vlaminck (18 anus), a aborrescente belga com mais estrelas tatuadas no carão que a bandeira do Brasil, confessou finalmente a cagada no maiô. Ela diz que gostou do que fez, mas o pai ficou maluco quando viu a filhinha-constelação:

"Quando meu pai viu a tatuagem ele ficou furioso. Daí eu disse que havia dormido e que o tatuador tinha cometido um erro", contou a moça.

Zizi Pollary também tem uma confissão a fazer: nutre simpatia pelo sr. Vlaminck. Deve ser um bom pai. Nunca deve ter dado uma palmada ou um tapão na filha.

Fosse uma cria minha, Kimberley veria muitas estrelas. Felizmente nasci com o oveiro virado e não posso conceber zizizinhas.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Testosterona

Lendo que Chastity Bono (foto), a filha bolacha de Cher, começou a tomar hormônios para se tornar homem, Zizi Pollary engasgou: "E precisa?"

terça-feira, 16 de junho de 2009

Alcoois



Zizi Pollary andou meio afastada deste blógui. Meus dois leitores devem ter notado a ausência de novos posts malucos. É que a mulher aqui andava meio devastada pelos excessos alcóolicos do último fim-de-semana. Só hoje, keridus, arrankei o soro fisiológico da mãu, saí do coma e vim digitar umas merdhas pra vocês que eu amu tanto.

O fattu é que Zizi andava bebendo de+. Tomando thodas. Pareçendu atéh um velho disco riscado da Maysa Matarrato. E a minha saúde vem sophrendo com issu. Tosse tosse. Daí tava na cama agonizando um pouquinhu e pensei, que merdha é essa? U que eu cuero, aphinal? Mour-rer? Na flôr da idade?

Naum, keridus. Zizi ainda tem muitas piscinas mijadas pra se jogar. Tchibum. Muitos sonhos molhados para insôniar. Muitas invejosas para dar na cara. Muitas hicstórias para contar. Muitus cheques voadores para passar. Muitas loukurinhas para afrontar. Não está na hora, purtantu, de chamar os coveiros.

Resoluta como a Meg Ryan no filme Quando Um Homem Ama uma Pinguça, peguei o litru de uyski e drehermei tudo na pia. A vodeka tambiém. A cerveja idem. Us vinhus thodos. De modos que nada me sobrou no estoque.

Respirei aliviada. Estava limpa. Livre. Pura. Ouvindu os poassarinhus cantar na janela e pensando: "ki-coisa chata! Xô!"

Mais aí passaram-si as horas e lentamente bateu um desesperu. A vontade de beber só uminhas antes de dormir. Ia crescendo, crescendo. E adonde a manguaça agora?

Foi aí então que me lembrei do vidro de Baratox. Intacto no chão do banheiru. Nem pensei. Ingeri. Duas goladas maravilhosas. Da-hi eu arrotei e todos us musquitos, aranhas e insetos desabaram do teto. Foi surreal. Até pensei em abrir uma firma de dedetizações.

domingo, 7 de junho de 2009

Uma aventura na praia - Parte 1

Zizi Pollary estava comendo seus sucrilhos e assistindo comovida a um vídeo do seu astro predileto, o ator pornô Pavel Novotny, quando tocou o celular.

Era a Rê. Amiguinha de Zizi. Ela e o namorado, Drão, estavam afins de "pegar uma cor na praia". E, muito simpáticos, convidaram Zizi.

- Tão bêbadas, beeshas? Odeio grãos de areia nos meus modelitos! - Respondeu Zizi, declinando do gentil convite para uma farofada.

O fato é que Zizi se considerava muita merda e não topava certos programas. Praia, por exemplo. Palavra totalmente riscada de sua agendinha social.

- Imagina aquele sol implacável tostando minha bela pele cor pérola? Nunca, jamais...

Mas Rê era insistente. E soube convencer até mesmo Zizi Pollary, a mais renitente inimiga das praias e litorais:

- Deixa de ser fresca mulher, pensa assim: que a praia vai estar cheia de rapazes másculos e musculosos usando apenas sunguinhas mínimas...

Zizi Pollary acabou se curvando à força daqueles argumentos persuasivos. "Ok", ela disse. "Desço em 20 minutos", ela avisou aos dois.

Três horas depois e Zizi está finalmente pronta para ir à praia, ostentando seus impecáveis óculos escuros de griffe comprados a 1,99 e vestindo um maiô que deixa todas as curvas e reentrâncias de seu corpo escultural expostas ao olhar masculino. Ela também trazia consigo uma bóia imensa, dessas de pneu de caminhão e um frasco de água oxigenada para alourar as madeixas...

Ha-ha, claro que não, neah leitor, Zizi Pollary é Zizi Pollary e sabe se portar como uma lady, mesmo numa farofada. Quer dizer, ela estava linda de doer, e o casal de bees até então exaustas de esperar no carro, quando viram Zizi Pollary ficaram de queixo caído com a amapoa.

- Arrazô, keridah!

Zizi Pollary foi logo dizendo sua lista de exigências para tolerar aquele passeio de um modo menos desagradável, até porque não era obrigada. Por exemplo não queria que as beeshas ouvissem forró no som do carro nem ficassem a tarde toda discutindo por ciúmes como lhes era peculiar, depois de ingerirem muita manguaça. Zizi não queria ficar ouvindo baixarias nem ter que separar a briga quando rolasse tapa.

As amigas juraram se comportar e então as três lindas partiram rumo à praia dourada.

Que estava toda recoberta por nuvens grossas e escuras, despencando a maior tempestade quando nossas heroínas pisaram na areia e arruinando suas chapinhas.

- Eu sabia que ia ser uma roubada... - disse Zizi.

- Ora, deixe de ser alarmista, o que é um simples chuvisco quando a gente quer se divertir?

Nisso caiu um relâmpago perto das três amigas, eletrocutando instantaneamente uma banhista que fazia xixi agachada na areia.

- Quem mandou ser porca... - comentou Zizi, olhando para o pobre corpo carbonizado reduzido a cinzas.

As três monas correram para se abrigar num bar que a esta altura tresandava cheio de cafuçus suados e um monte de rachinhas homofóbicas. Uma delas ficou rindo e apontando para a maquilage borrada de Rê. Zizi dissuadiu a ermã de aplicar um corretivo na criatura infeliz. Com certa dificuldade conseguiram uma mesa. E ficaram lá sentadas e se alcoolizando, muito indignadas.

- Este não é um estabelecimento de katiguria para uma diva como Zizi Pollary.

Verdade seja dita, podia ser meio sujinho e repleto de gentche uó, mas no meio dos cafuçus feios destacava-se um negro lindo, de porte viril e avantajado, trajando unicamente uma sunga que mal escondia os muitos dotes de seu portador. Zizi notou o mancebo e apontou-o para as duas bees, que começaram a salivar.

"Até que estou gostando desse bar", disse Zizi Pollary. Mas a cerveja veio quente e as batatas fritas estavam mais murchas que os peitões das senhouras idosas da mesa ao lado. Depois de muitos olhares e graças a um bilhetinho convidativo em que Zizi graciosamente desenhou três estrelinhas que lembravam cuzinhos no céu e um foguete fálico voando até aquela inusitada constelação, o rapaz aproximou-se, sorrindo, e se sentou com as amigas.

O gostosão flertava com as três lindas ao mesmo tempo, que estavam para se pegar, disputando quem tinha a primazia sobre aquele deus. Sem que ele percebesse, as três amygas estavam se alfinetando numa guerrinha surda:

- A Rê e a Drão são marida e mulher, embora eu não saiba bem quem é a marida e quem é a mulher, explicou Zizi Pollary, mas é um casamento aberto, ou, para ser franca, arrombado... Elas juram amor uma pela outra mas vivem colecionando casinhos séquiçuais poraí... supostamente sem grandes envolvimentos. São um casal prafrentex, já ouviu falar?

O bofe ficou desconcertado.

- Não ligue para ela, disse Rê, chutando-me sob a mesa. Zizi é muito brincalhona. Nós somos apenas boas amigas! Zizi anda tão desesperadamente encalhada que agora deu para inventar essas histórias!

E assim foi. A tarde toda nos alimentamos com veneninhos, provocações e chutes nas canelas sob as mesas. Só que agora Zizi fatigou-se de digitar, vai ali lixar as unhas e quem sabe depois conta o resto dessa história sórdida.

terça-feira, 2 de junho de 2009

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Relaxando com Zizi

Akordou toda dolorida e muito tensa? Nada melhor que relaxar um pouco, meditando... difícil, eu sei, é se concentrar. Principalmente com a pivetada da vizinhança gritando palavras de baixo calão ... mas vale a pena se esforçar e transcender este plano astral...
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Ai meu deus, batem na porta! Não abrirei! Deve ser o carteiro trazendo as contas... Justo quando eu tava entrando em alpha!!!
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E agora o celular tocando! Como é que vou relaxar com isso?
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Algum à toa acaba de ligar o som do carro numa rádio de forró ! Ódio! Ódio!
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Mas será o Binidito? Tem dois peões martelando na obra em frente! O pior é que eles tão me vendo aqui de calçoila, como ousam?!
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Afff, agora estourou a briga da vizinha barraqueira com o marido pinguço! quer saber duma koisa? Encheu a sacola, realmentche. Melhor tomar um tapa! Esse papo de meditação e relaxamento me deixou uma pilha de nervos!