domingo, 31 de maio de 2009

Amor que fica


Hoje resisti à tentação de ligar para Zezinho.
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Felizmente mantive a cabeça no lugar. E a calcinha e o sutian também.
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Se Zizi tivesse telefonado a esta hora estaria 40 reais mais pobre, e toda escalavrada.
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Zezinho é um terremoto. Verdadeiro pau pra toda obra. De vez em quando ele eclode na minha cama e deixa meus alicerces em ruínas.
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Aliás, deixava. Tenho evitado ligar para o bophe. É que eu estava ficando muito apegada a ele. Quer dizer, a uma certa parte dele. Não era bom sinal. Senti que eu estava usando a benga do Zezinho como fuga. Na verdade eu estava (ou estou?) apaixonada por um outro, que tentei (em vão) esquecer, recorrendo a Zezinho.
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Sim, Zizi Pollary também tem um coração! Perdido em algum lugar da casa: acho que na terceira gaveta da escrivaninha...
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Quando me dei conta do tamanho do estrago emocional em minha vida (e na minha conta bancária) parei de procurar Zezinho, que sentiu o golpe. Chegou a me telefonar (a cobrar) perguntando várias vezes se fez algo de errado além de nosso vaque-vuque semanal.
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Zizi Pollary não é pinto para ter peninha e não esmoreceu nem com as constantes ligações (a cobrar) do garotho.
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Já tem um tempo que ele não me liga. Melhor. E nem sinto falta das nossas brincadeiras, contrariando a máxima popular do amor que fica.
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Em compensação penso sempre no outro.
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Ah! E acabei encontrando meu coração debaixo da cama, escondido numa caixa de sapatos. Tava meio empoeirado mas pelo visto ainda funciona.

Niver

Ontem foi o niver de Mommy e mal cheguei na casa materna me joguei direto no sofá. Avancei nos salgadinhos dilícias, mas prudentemente negligenciei as bebidjinhas. A pobre cabeça de Zizi Pollary ainda zunia de recordações ressacadas da noite de sexta.
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Os parentes compareceram em pencas e foi muito divertido rever aquele montão de tias viúvas e as primas divorciadas. Todas são umas zimpatias, e uma até elogiou minha piruca.

Mas quem me surpreendeu mesmo foram os priminhos. Como esses mininos cresceram:

- Muah, prima Zizi!...

Foi óteemo todo esse momento familiar. Tudo ia zen. Mas aí uma amiga da família decidiu alugar os ouvidos de Zizi Pollary. Passou a noite toda falando do ex-marido que a abandonou e engravidou outra muleh. Até sou solidária quando o assunto é homem cafajeste. Mas a infeliz só tem falado disso há meses. Ninguém aguenta mais ouvir. A moça ainda está apachokada. Aconselhei: "homem é que nem biscoito, a gentche come um, depois oito". Ela riu um pouquinho esquecendo temporariamente as mágoas de cabôcla, o que era minha intenção.
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Mas morro de pena da raxa. Até porque chifre é um assunto universal. O astral da muleh só deu uma levantada quando ela começou a contar fofocas quentinhas para Zizi Pollary. Adóron.
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- Ai, amiga, dói até hojem...

Rancores


Zábado acordei de bode. Ressacada, com os nervos à flor das mucosas e muito malcomida saí armada com uma pistolinha laser, disposta a desintegrar os cornos dos desavisados que cruzassem meu caminho.
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Felizmente foi um dia muito tranquilo. Zizi Pollary desembucetou-se aos poukos, sem causar baixas ou danos à população civil.

Sexta Úmeeda


Depois de uma semana estaffante, Zizi Pollary merecia um refresco. Nada como uma sexta-bázzzica de colocação para animar um poukito as coisas.
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Na sexta, porém, caiu um balde de água gelada no fervo. Pense numa chuva. Raios, trovões, enxurrada. Mas o ânimo de Zizi sobreviveu incólume.
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Estava eu no meu cafofo montando-me linda e absoluta ao espelho quando começou o dilúvio da arca de Noé. Mas que pode uma chuva contra a chama de uma periquita acesa? Caguey pra chuva e pra São pedro. Fiz a xuca, chamei um táxi e caí na night. Zizi Pollary pode ser doce, mas não é de açúcar.
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No centro encontrei um gatchinho da academia e claro, fui logo convidando prum drink, fazendo a linha fina e simpáthica. Ele pegou meu número de celulê. Abriguei-me sob a marquise do Koisa Nostra, um bar infecto que não aceita cartão de descrédito. Mas ao menos o garçom era lindjinho e polidamente enxugou a cadeira para Zizi. Sentchei ali, bebericando e apreciando a androginia das beeshas. A própria imagem do alcoolismo, solitária, altiva, à espreita de alguma rôula voando desgarrada.
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São Pedro deu um tempinho e telefonei para GG, e a beesha jurou ke não ia demorar. Lá pelas dez chegaram Iggy e Odete, duas amigas gongadeiras e parceiras de butequim. Ambas chegaram de viagens recentes. Iggy estava de férias no Rio. Odete andara na PQP. Trocamos figurinhas regadas a alcool. Nisso o gatchinho da academia ressurgiu lindoo e convidei o bofe para beber conosco. As duas amiguas de Zizi ficaram ovulando, com leve invejinha de eu.
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Logo chegou GG também. GG já teve um affair com esse gatchinho que eu sei há coisa de uns três anos. O gatchinho confessou ter 22 anos! Olha como ele é fofo e sem noção.
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Porém, todas as amigas de Zizi são cobras piriguetes. Odete revelou-se a mais abusada de todas. Fez N perguntas pro gatchinho sobre a vida econômica e financeira dele (ele sobrevive à base da mesada de mamãe que mora no interior!) Aconselhei-o a ignorar solenemente essas beees. Mas ele respondia... Ah a inocência dos 22 anos...

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O gatchinho estava leeeeso. Porque eles saem assim, só com o pau, para as ruas?

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Moral da história: Zizi Pollary acabou tendo que desembolsar 6,00 reles dinheiros pelo consumo de alcool + 15,00 pela entrada da buatchi do gatchinho, que jurou quitar toda a dívida segunda na academia. Tô dando esse crédito a ele, mas preferia dar um créu.
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Apesar desse empréstimo não pensem que rolou o maior clima entre Zizi Pollary e o gatchinho, embora ele tenha feito um comment meio enciumado quando um outro bophinho se enroscou no meu pescoço. Eu tava tããão colocada. Lembro-me que beijei alguns lábios e abracei alguns moços, mas apesar de vulgarizar-me bastante, não avancei o sinal com o gatchiinho. Não me senti nem um pingo atraída por ele na buatchy, apesar dele ter dado o maior mole pra mim. Purque será?

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De manhã acordo nakela ressaca mor(t)al e teim um telefonema não atendido no celular. O gatchinho de novo. Não liguei de volta. Não estou fazendo doce, juro. Alguma coisa no jeitão dele me fez brochar total e não consigo dizer o que é. Pena.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Tédio, cansaço, melancolia...

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Desabei no sofáh. Tô um caco, ou pior: uma caca!
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Primeiro fui ao super. Comprinhas bázzzicas. Vódeka. Whyskie. Gym!
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Em seguida fila no Caixa eletrônico, e lá tenho uma epifania digna de sandalinha havaianas: "a miséria do cerumano é maior no fim do mês"!
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Depois, salão. Fiz o cabelón. Demorô horrores, pavores & terrores. Mas o mocão tah bafónico.
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Depois em casa, esfalfei-me sendo a rainha do lar.
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Agora eis-me aqui só o bagaço da laranja chupada... Ningueim merece essa vida co(i)tidiana!

Morango e Chocolate


Só há uma koisa que Zizi Pollary gostcha quase tanto do que de séquiço.
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é de comer uma boa barra de chocolate acompanhada por murangos.
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O sabor meio amargo do chocolate realça a doçura dos murangos.
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Dica essa tão bôua quanto a do Richard Gere pra Júlia Beta em Uma Linda Muléh:

- Uma taça de champagne no café da manhã adoça qualquer periquita...

Banheirón!


Nada como uma boa banheira para afogar as mágoas de cabôcla.
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Meus sais, Jarbas (porque todo morduomo ou criado de novelha se chama Jarbas?). Francamente. A minha secretária se chama Maria Raimunda. Mundica p/ as íntimas.

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Tô loka eu, fazendo a filosófika. Deve ser a síndrome de abstinência de rôula.
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Mas amanhã tiro os atrazos. Promessa é dívida. De 40 reais pelo menos, mas com direito a beijo na boka. Adorón.

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Confissão: Zizi Pollary keria dar tchibum - toda arreganhada - numa banheiróna, tipos:
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Ironia

Sóh

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Noite de sexta. E eu, Zizi Pollary fiko aloka catando na agendinha. Ninguém, ninguém, ninguém. Maldito celular. Apaguei os telefones de quase todos os meus miguxos ou estepes sexuais. E agora, necas de necas.

Lá fora os cães ladram para uma lua roliça e sinuosa.

Esqueça as pipocas de microondas e o dvd da Noviça Rebelde, sua loser. Melhor enfiar o carão todo maquilado no forno!

Ou fazer o pior: sair. E beber todas. Bater cabelón na buatchi. Chegar em casa toda defumada, cheirando a cigarro. Suada, suja. Trêbada. E sóh.

Mas quem sabe, a felicidade esbarra em ti, e chegas (dedos melados) depois de bater um bom bolo num muleke.

Nunca se sabe o ocó que pode ocorrer, néah.