
Hoje resisti à tentação de ligar para Zezinho.
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Felizmente mantive a cabeça no lugar. E a calcinha e o sutian também.
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Se Zizi tivesse telefonado a esta hora estaria 40 reais mais pobre, e toda escalavrada.
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Zezinho é um terremoto. Verdadeiro pau pra toda obra. De vez em quando ele eclode na minha cama e deixa meus alicerces em ruínas.
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Aliás, deixava. Tenho evitado ligar para o bophe. É que eu estava ficando muito apegada a ele. Quer dizer, a uma certa parte dele. Não era bom sinal. Senti que eu estava usando a benga do Zezinho como fuga. Na verdade eu estava (ou estou?) apaixonada por um outro, que tentei (em vão) esquecer, recorrendo a Zezinho.
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Sim, Zizi Pollary também tem um coração! Perdido em algum lugar da casa: acho que na terceira gaveta da escrivaninha...
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Quando me dei conta do tamanho do estrago emocional em minha vida (e na minha conta bancária) parei de procurar Zezinho, que sentiu o golpe. Chegou a me telefonar (a cobrar) perguntando várias vezes se fez algo de errado além de nosso vaque-vuque semanal.
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Zizi Pollary não é pinto para ter peninha e não esmoreceu nem com as constantes ligações (a cobrar) do garotho.
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Já tem um tempo que ele não me liga. Melhor. E nem sinto falta das nossas brincadeiras, contrariando a máxima popular do amor que fica.
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Em compensação penso sempre no outro.
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Ah! E acabei encontrando meu coração debaixo da cama, escondido numa caixa de sapatos. Tava meio empoeirado mas pelo visto ainda funciona.



- Uma taça de champagne no café da manhã adoça qualquer periquita...


