sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Uma Crazy em Crise


Zizi está em crise amorosa, keridus. O coração em frangalhos. Antes fosse só a mucosa anal. Basta ouvir uma música de Mayza Matarrato que nossa Diva começa a afundar na mais pastosa fossa, e só emerge do bueiro erguida a muito tapa na kara. Seu único consolo são as crianças: o drinkinho, o uísquinho e a vodkinha. Sua vida virou um melodrama de Douglas Sirk misturado a doses de cachaça e cenas de Pornochanchada.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Frazizinhas


1. Conhecer a si mesmo é sinônimo de pobreza na agenda social.
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2. O problema da música atual é que ninguém mais quer cantar, tocar ou ouvir.
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3. Não prestar atenção: típico do homem que não presta.
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4. Falando sinceramente: ninguém fala sinceramente.
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5. Gentche chata é como chicletche: gruda.
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6. Brasileiro só presta atenção em bunda e telenovela.
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7. Só deveríamos beber anti-socialmente.
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8. Lula se expressa como se desse uma topada numa pedra a cada dez minutos.
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9. Que síndrome do pânico que nada, vi um filme brasileiro!
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10. Sempre floresce Boffy onde cresce um pé de dinheiro.
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11. A justiça brasileira é cega + surda, manca, calva, banguela, esclerosada, corcunda e gaga (mas não uma lady).
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12. A fama é uma nuvem de boatos flutuando no ar.
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13. O deus da ironia está sempre zombando de seus devotos.
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14. Descrição de um casal: dois abutres na mesma gaiola de canário.
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15. Muito medo. Vi um casal bem pobry discutindo a relação ontem à noite: porque nenhum cineasta de filmes de terror pensou nisso ainda?
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16. Burrice não existe, se é que vocês me entendem.
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17. O tempo não voa: despenca. E a gente junto.
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16. Os melhores blogueiros sempre dependem da maldade de estranhos.
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17. O de sempre é sempre tedioso. A eternidade é um interminável bocejo.
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18. A criança é tão auto-centrada quanto o escritor. A necessidade da linguagem nasce da frustração de um desejo. "Não" é a primeira palavra que compreendemos. "Foda-se" vem muito depois, mas é essencial.
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19. "Larga essa Internet ou não vai arranjar marido" é o novo refrão das tias.
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20. Quer saber as prioridades de um homem? O que ele faz quando não está fazendo nada?

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Três Características Pessoais de Nossa Diva


Quando fica sem homem, Zizi Pollary dá vazão a seus piores pruridos e passa horas deitada na cama maquinando planos diabólicos para a conquista e subsequente aniquilação do mundo.

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Zizi Pollary não dá ponto sem nó. Planeja incessantemente cada uma de suas falas, penteados, camadas de maquiagem, e todos os seus pensamentos tem por objetivo escuso levar algum bophe ao velho ritual do acasalamento. Mas nem sempre dá certo. Às vezes ela chega tão montada que assusta os bophs. É muyto sylicone e plumas pro caminhãozinho deles.

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Vez por outra Zizi anota pensamentos, aforismos e pequenos bafões em seu querido diário: "Sexta me jogo na Buatchi nem que a vaca cuspa ou engula!!!".

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Se Babar, Não Case



Zizi Pollary é uma boa anfitriã. Adoora receber amigos especiais em seu cafofo. Sempre com drinkinhos, é claro.
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O último que passou por lá secou uma garrafa de Montila inteira que a deeva mantinha incólume na geladeira.
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Ele chegou todo gostosão por volta das dez (da manhã) e saiu capengando pelas dez (da noite). O Bophe rodopiava mais que barata tonta.
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Ficou prostrado aos pés de nossa heroína e jurou muita paixão. Zizi Pollary nem-te-ligo.
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Ela sabe - lá no fundo - que a bebida é o elixir do demônio. Se o boph jurar amor, ainda por cima bebum, tá feio o negócio.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Criança Dzizisperança


Polêmica sempre foi com ela mesma, mas neste último fim-de-semana, Zizi Pollary ousou mais do que nunka: a deeva pôs um modelito bem discretinho (foto) e compareceu a uma festinha infantil. Com balão, palhacinhos e tudo.
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Fezta que felizmente não estava abarrotada de fedelhos. A maioria dos presentes era a marmanjada. Um bando de coroas, isso sim. bebendo drinkinhos. Claro que tinha um ou outro pirralho inevitável, correndo aos gritos, ou sendo levado nos braços pelos genitores. Mas os pestinhas até que estavam comportados. O que é um puro milagre hoje em dia, em que ninguém mais educa ninguém, só gera no mundo depois deixa solto por aí, como bichinhos sem coleira.
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Já as pessoas que se consideravam adultas, essas deixavam muitíssimo a desejar. Zizi Pollary não é ovo, mas chocou-se. Ela jura que nunca viu tanta BAIXARIA junta como a que presenciou enquanto todos cantavam o "Happy Birthday To You". Aliás o povo nem esperou terminar de bater palmas para avançar na mesa de docinhos. Pensem numa avalancha de esfomeados, e não era gentalha pobry não, era só salto alto, banho tomado e vestido comprado em xópin, mas tudo agindo como um monte de MORTOS de FOME. As peruas deixaram toda compostura de lado, e marcharam como zumbis de filme B, que em vez de devorar cérebros humanos, queriam saborear docinhos. Fiquei perplexa com a falta de modos daqueles seres bárbaros e desumanos, os convidados.
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A mesa estava linda, abarrotada de doces e gulodices. Aquela gente ao ver aquilo regrediu a um bando de criancinhas mongolóides. Eu vi duas Pattys, bem mal-educadinhas, equilibradas em seus saltos altos, pegando todos os doces que puderam, passando o rodo mesmo e guardando olhos-de-sogra, cajuzinhos e marias-moles até entre os seios. Foi constrangedor.
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Essa turma já devia sair jantada de casa para não dar tamanho vexame!
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Zizi ficou com vontade de esfregar a cara daquelas duas miseráveis na cobertura do bolo, mas conteve os instintos agressivos, contentando-se em rir delas. Pegou um brigadeiro e disse: "Ei, vocês deixaram UM vivo!"
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Felizmenthy o garçom surgiu do nada e passou a abastecer continuamente a taça de nossa heroína, que já estava rotulando a tal fezta de sacal. Com muitos drinks na moleira, Zizi Pollary começou até a ver com certa zimpatia aquelo evento social ridículo, onde as pessoas falavam bobagens o tempo todo enquanto ouviam músicas da Xuxa.
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Zizi ainda encontrou ânimos para flertar com o guapo namorado de uma priminha. Tudo isso ao mesmo tempo em que o seu olhar implacável fulminava decorações, vestidos, penteados e maquiagens que circulavam livres e despudorados - como verdadeiros atentados terroristas ao bom senso e à elegância.
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Enfim, Zizi fez algumas irreflequições: "toda fezta de criança hoje é de uma cafonice temática interminável, proporcional à falta de imaginação dos papais e mamães, que só conseguem associar os filhos a desenhos desanimados de TV ou a apresentadoras louras com cérebros de minhoca..."
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Esse povo parece que não teve infância! Uma gente uó e sem noção, que fez Zizi protestar muito dygna:

- Meu koo também é docinho! - anunciou a diva, cambaleante e descalça, na saída do recinto.

sábado, 31 de outubro de 2009

Acadimia?


Zizi Pollary acompanha todas as mudanças filosóficas e de penteado do seu tempo. Ciente de que para a geração Xxy atual "um corpo é um corpo é um corpo", Zizi começou a malhar. Os outros. É uma atividade e tanto, óteema para a saúde pois a gentche bota tanto veneno pra fora que se desintoxica.

Academias são centros de aperfeiçoamento estético, certo? Er-ra-do. O que tem de tribufus que "se-acham" em academias não constam no gibi. Na loukacademia que Zizi frequenta, por exemplo, há um ser que me parece o John Travolta em A Reconquista, uma coisa freak, tipo ficção científica nota zero. Pra vocês terem uma noção da falta de noção, o cabelo desse ser é um ninho alienígena cheio de dreadlocks podres.
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Ainda pior do que essa imagem de pesadelo é um outro tipo de sujeito que só vai "malhar" usando óculos escuros e uma jaqueta unisex, uni, mas sem o sexy, toda aberta no peito cabeludo, permitindo a visão parcial de sua pança descomunal e de seus pêlos viscosos encharcados de suor.
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Chega a ser divertido ver o contrastche das tchia de cabelo acaju mortas de gordhas e o ritmo frenético das barbies. Essas fofuras malham sempre cantando ou assobiando. As Barbies levam muito a sério sua anatomia no espelho. Sinceramentche não entendo essa raça de bees. Tanta musculatura pra quê afinal? Só para sentar e chorar numa rôula, e ainda ficar discutindo se Judy Garland era mais diva ou não que a Barbra Streisand?
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Tem sempre uma creatura alegre e saltitante cantando aos quatro ventos que "se considera um peixe fora d'água quando não está na academia". Só se for um baiacu, pensa Zizi. Cheio de espinhos piniquentus e quase para espocar de tantos esteróides anabolizantes.
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E o que dizer do dono da própria academia que lembra uma almôndega recheada que faz jump? Acho uma graça ver aquela bolinha de carne pulando. Póin. Póin. Só faltam o macarrão e o vinho, pra gente jantar.
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O lastimável é que seres dessa katchiguria predominam na academia em que malho meus judas. Tem dez assim pra cada munito. Todos esses seres gótchicos ficam se espremendo nos ferros e exalando fedores. Medo!
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A falta de noção desse povo é um desestímulo perigoso pra quem quer realmente entrar em forma. Dá vontade de desistir de tudo para não se sentir nauseada. Qualquer dia Zizi faz uso de seus truques mais zen-vergonha e grita: "Fogo!" Para que os mais bombados sumam da academia, magicamente. E ela possa só e tranquilamentche fazer muita força no supino, no tríceps, na esteira. E sobretudo força na piruca!

Um Níver de Alto Níver

Guta Gatuna celebrando seus ânoos em big style
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Meninus, eu vi. Zizi Pollary esteve no Cantinho da Estrela, no dia do níver de Guta Gatuna. Foi um níver de altíssimo níver. Uma feztinha fechativa. Sim, porque Guta pediu à zimpátika dona do eztabelecimento para fechar o bar e restaurante e assim poder receber seus keridus ameigos: "Fecha tudo, karaleo!" Nesse dia o Centro Histórico de SL tremeu nas suas ruínas.
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Os amigus? Um monte de alcoolátras que compareceu em peso (e que peso, muitos estão precisando de uma boa dieta... como sou caridosa não mencionarei nomes, viu Iggy?). Foi um show de glitter e plumas pra todo lado. Todas as bees mais manguaceiras da cidade marcaram presença e bateram cabelón na pista improvisada. Um arrazu.
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Três das andróginas criaturas convidadas ao evento, xique-xiquérrimas, tinham acabado de chegar das Oropa: Fáffy (comissária de voo da TAM), o D.J. Xorge Xôary e a insuportável Agnes de Deus, uma bee cabeça-chata e pouco equilibrada, que já deu diversos pitis por invejinha da classe e da katiguria de Zizi Pollary.
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Zizi por sinal chegou atrazada. Belíssima, é claro, como é o seu costume. Trajava um vestido tão elegante que fez as demais bees desmaiarem de ódio dentro dos seus trapinhos comprados em xópin.
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Havia várias comidinhas dilícias, das quais Zizi declinou, pois como modelo-e-atriz ela tém que manter a linha esquelética para continuar uma referência fashion. Convenhamos. É duro manter o gramú, pessoal. Enquanto Zizi beliscava apenas algumas uvas thompson, as demais bees enchiam o pratão de gulodices, como um monte de estivadoras famélicas.
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Essas descontroladas que não reclamem quando não encaixarem mais no modelito.
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Na hora de cortar o bolo, Guta fez um discurso emocionado. Bem como sua progenitora. Mas Nica Chupa-Chupa foi diabólica quando disse pra Gatuna: "Deixa eu bater uma foto enquanto tuas feições ainda estão boas!" Ela sabia que era uma questão de tempo e goladas de cerveja para a nossa miguxa se transformar numa panterona enraivencida pela fúria da Birita.
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Vendo que o alcool surtira seus efeitos nos convivas e principalmente na aniversariante, Zizi, que não é má, apenas foi desenhada assim, deu o grito de incentivo decisivo para a baixaria tomar conta do ambiente: - Keremus Performance!!!
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Ditu e Feitu. Guta Gatuna se sentiu na obrigação. E brindou seus convidados com algumas de suas mais memoráveis poses sençuais. Toda arrebitada, só de calcinhas numa cadeira. Andando de quatro, no ato, ao som de "Tigresa". Avançando no dublê de namorado e guarda-costas do D.J., um gostoço que por zinal lançou olhares bem inzizinuantes para Zizi Pollary, que nem tchuns para o Boph, afinal ela é leal com suas amigas, mezmo que elas não passem de umas najas.
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A dona do estabelecimento deve ter envelhecido dez anus ao perceber que aquela feztinha relax, no início, degenerava rapidamente para uma gaiola das lokas. Ainda bem que as portas eztavam fechadas... senão o eztabelecimento é que seria obrigadu a fechar as portas. Por imoralidade, pornografia e falta de decoro em público.
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Infelizmente Zizi não pôde ficar até o fim e comprovar o devido apodrecimento daquele lindo acontecimento social. A deeva tinha que acordar cedo, pois marcara compromissus inadiáveis na sua agendinha lotada. Pena. Mas outras feztinhas virão.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Me abana, PLZ!


Ufa, que calor o Ó! São luís anda tão escaldante que Zizi Pollary enfezou-se de vez. A Musa mudou-se de mala e kuia para a geladeira. Sentada só de calçoilas numa pizza pré-pronta, ela toma um gole de vódeka atrás do outro. Com muitas pedras de gelo. Pencas de pedras!
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A deeva pensa em sair toda montada pelo Festival de Arte da Praia Grande com vestido, sapatos e acessórios de gelo cristal, que sairiam derretendo pelas ruas, derretendo, até só restar o seu belo corpo escultural, nu. Quando a multidão em alvoroço aplaudir, Zizi aristocrática, se abanará, reclamando do calor humano dessa "gentalha, gentalha".

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Amanhã será um lindo dia

Guta e Zizi Pollary troando pelas noites cariocas (1999)
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Como amanhã é o aniversário de Guta Gatuna, blogueira amiga minha de velhos carnavais, vou aproveitar e homenagear essa despirocada, que escreve o Bloguette, mas que eu conheço pessoalmente, ao vivo e em cores, há pelo menos quinze anos!
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Muah! Felicidades, kerida Gatuna. E obrigado pelo convitinho amanhã na Rua do Giz. Zizi não perderia essa cervejada por nada nesse mundo.
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Agora vou homenagear minha amiguinha contando uma que vivi com ela:
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Estávamos na Praia Grande, já muito colocadonas, indo apanhar um táxi, quando passou por nós um Homem Lindo, com quem Zizi Pollary estava flertando dentro dum bar.
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Já era meio tarde. Não havia quase mais ninguém ali no estacionamento. Além dos taxistas de prontidão e nós duas, tinha aquele homem lindo, de olhos safados, enquanto um mendigo horrendo, bêbado e drogado, espiava tudo.
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O Homem Lindo entrou no carro dele, ligou o motor e... o rapaz abriu a porta para nós. Acho que ele tava afim de fazer um Ménage... Ficou esperando que entrássemos.
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Mas aconteceu a maior merda. Tudo tão rápido. O mendigo como um demônio se jogou no carro. O Homem Lindo ficou furioso, muito puto mesmo, e expulsou o maluco, bateu a porta e arrancou com tudo.
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Guta e eu ficamos nos entreolhando, sem crermos no que acontecera. Perdemos a carona do Homem Lindo, e olha que ele parecia um Príncipe Encantado em seu corcel reluzente. Imagina nossas caras.
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Depois, claro, caímos na gargalhada do absurdo da coisa toda. Esse tipo de loucurinha vive acontecendo conosco. Juntas, parecemos os dóis pólos de um ímã sexual magnetizando os Bophs. Já atraímos inúmeros quando saímos juntas. Vai ver eles pensam quando olham aquelas duas deevas: é hoje que eu vou me DAR bem.
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Tem também a historinha do taxista que - enquanto nos conduzia - botou o negócio dele, TÓÓÓING, para fora da calça. Uma coisa totalmente inesperada. Zizi Pollary até pegou pensando que era a alavanca da marcha do carro. Bophs, quem há de entendê-los. Uma hora tão por aí casadíssimos, com namoradas, filhos, e aquela conversa típica de hétero. Mas em noites de lua, ficam se oferecendo para nós. São coisas que Freud nem explica, nem sai de cima.

sábado, 17 de outubro de 2009

Brincadeirinhas


Que segredinho sujo vocês desejam que Zizi Pollary confesse desta vez, hein? Que tal o dia em em que ela se vulgarizou bastante na cama com um Policial Militar casado, que depois de levar porra na cara ficou todo inchado de orgulho falando que era pai de família com uma filhinha de 9 anos e só faltou mostrar o retrato da pobre criança para nossa Heroína? Ah, essas enrustidas...
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Hmmm. Acho que Zizi vai contar uma outra aventurinha, envolvendu um ex-instrutor da academia de ginástica e musculação que Zizi encontrou zanzando numa Sauna qualquer dessa vida mundana. De corpão atraente e todo sarado enrolado numa toalhinha, o rapaz reconheceu nossa diva, mesmo desmontada, e disse: Oi.
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Zizi Pollary - drink na mão - e já beim colocada, foi lá bater um papo descontraído para ver qual era a da bee. Bem sedutora, com uma voz rouca e provocante, Zizi empertigou-se e disse:
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- Oi!
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Só que Zizi não é flor que se cheire, e aproveitou aquele profundo diálogo travado para roçar o sexo umidecido no rapaz. O Boph ficou tão emocionado com o fato que acabou se confessando michê nas horas vagas e vadias.
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"Que bom". Disse Zizi, toda sorrisos. "Assim a gente neim perde tempo, néah. Pula o prólogo e vai direto pra Introdução."
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Ele não captou as insinuações sutis de nossa diva. Com esses Bophs marombados a gente tem que ser beim direta senão eles não pescam nada. Acho que os anabolizantes afetam os neurônios de modo irreversível. É melhor falar em Português claro e vulgar: caráleo, koo. Koo, caráleo. Isso pelo menos eles entendem. E falar em dinheiro também. Zizi combinou com o Mouço um programinha bázzico num dos recintos fechados do local, tudo num preço bem pluft, o fantasminha - camarada.
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Zizi e o GP foram até um cubículo ocupado apenas por uma cama larga e fecharam a porta. Abriram as toalhas úmeedas e o tubo de KY-Gel. O Boph tinha um porte atlético e tudo, mas Zizi teve uma decepção daquelas. O pau não era o músculo mais desenvolvido daquele corpo. E ainda estava meio bambo. Mesmo assim, deu para brincar um pouco. Zizi é muito engenhosa e imaginativa o suficiente para extrair prazer mesmo das menores coisinhas da vida.
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A Deeva pôs-se a fazer deliciosas incursões táteis, olfativas, gustativas ou genitais pelo corpo e pelo edi do Rapaz.
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Terminada a sessão de séquiço, Zizi fez o pagamento acertado, tomou uma ducha, bebeu outros drinkinhos no balcão, adóron, vestiu-se e mandou chamar o Táquice. Mas o Boph tinha uma moto. E por uns centavos a mais deixaria nossa Penélope Charmosa em casa. Zizi aceitou mais aquele serviço. Cancelou o Táquice e pegou carona nessa cauda de Koo Meta.
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Como Zizi é uma Lady à Henry James convidou o MotoPuto pra subir e tomar uma chávena de chá. Já pensando numa segunda fodinha.
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O Boph topou o convite e subiu as escadas com Zizi Pollary. Ela mostrou ao Saradão o apê inteiro. Que era um ovinho de codorna.
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- Esse aqui é o lavabo.
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- Uquê?
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- !
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Ele era pidão e pediu pra acessar a Internet. Esses Bophs excluídos digitais salivam quando veem a Banda Larga alheia. Uma vez conectado, ele me exibiu o Seu Perfil no Orkut. Com fotos detalhadas dos seus músculos, batidas por algum vinhadu. O Orkut dele tava lotado de bichinhas aflitas como supostas amigas. Todo GP usa o Orkut como se fosse uma esquina maldita.
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Zizi logo foi se dando conta do vácuo mental daquele ser, então, educadamente, mandou-o vazar. Como foi Zizi que enfiou coisas duras e compridas dentro do canal retal dele, e não o contrário, esta foi a primeira e única vez que eles polinizaram-se, sem direito a repeteco.
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Depois disso, o Michê até chegou a telefonar propondo outro programa. Foi na véspera do Natal de 2008. Acho que necessitava levantar dinheiro. Se bobear, pra comprar presentinho pro Namorado.
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O Namorado do GP Zizi já sabia quem era: um ser andrógino tão Antipático que parecia um dos membros do My Chemical Romance ou qualquer outra dessas bandinhas emo impossíveis de ouvir, que as bees adoscelentes copiam roupa e penteado.
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Zizi se conteve. Por pouco não sugeriu a compra de um Kit-chapinha + Kolene para o GP presentear o Namorado Emo. Não contribuiu com um níquel sequer para o Natal dos carentes. O ex-instrutor magoou-se e não celulou mais. Melhor assim, suspirou Zizi Pollary. Sexo com Barbie? Só uma vez. Afinal elas são todas iguais. Corpinhos duros, peles plastificadas e cabecinhas vazias. Você pensa que ali está um Homão, mas eles não passam de bonequinhas.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dicas de Barangueza


Nada pior que dar de cara com o Monstro do Lago Ness. Ao vivo e em cores. Zizi não está falando do achado científico do século. Trata-se de você mesma, se examinando ao espelho.
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Viu o que dá uma dieta tão rica em carboidratos? Seguida de anos de zedentarismo. Não adianta agora chorar lágrimas de crocodila, derramar lágrima não ajuda a perder quilos. e você tem que perder toneladas.
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Nessas horas é melhor tomar uma decisão daquelas. Tipo enlouquecer mesmo e passar a frequentar academia. Não acredite em quem sai por aí pregando que tem muito homem louco para dar um pimba na gorduchinha. Eles tão falando é de futebol. Saladinhas, pra que te quero. Adeus às massas e doces. Despregue a bundona gorda da cadeira e arraste as banhas até o spa mais perto. E zíper na boca.
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Mas também não é o caso de surtar e virar anoréxica. Ou bulímica. Nada de gestos radicais tipo dois dedinhos na goela após a janta. Zizi Pollary recomenda o emagrecimento através de uma dieta simples e eficaz. Faça séquiço. Muito séquiço. Até não restar mais nada de você. Nem um bagacinhu chupado como uma laranja.
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Nossa diva pensa em escrever um livro com dicas sobre sua dieta. No café da manhã, uma linguiça bem suculenta e dois ovos. Bastante leite, na cara. O almoço pode ser rabada. Ou uma picanha. Para o lanche, um bom pedaço de mau caminho. E no jantar, o prato principau deve ser servido quente, cru, duro e em ponto de bala.
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Claro que, se você estiver muito baranga mesmo pode ser bem difícil encontrar um parceiro cego para praticar o emagrecimento. Mas você pode usar alguns truques sujos. Como apagar as luzes. Ou tentar hipnotizar o bofe. Lembre-se que pra tudo existe solução, menos pra morte. Ou seja, se nada deu certo e você continua uma baleia encalhada. Já sabe:
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Mor-ra!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

SLZ acabou!

Tem mais não, visse? Só sobraram as sobras. O resto é buraco. E lixo. Além disso temos ratos, baratas... e outros simpáticos bichos escrotos. Não, não é um cartum do Níquel Náusea. É só o Maranhão.

O Grande Passa Fora


Todo mundo já levou um chute. Tomou aquele cai fora do ser amado, adorado. E idolatrado. Foi mandado pastar ou catar coquinho.
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Zizi Pollary é deeva, mas também é zente. Já levou foras históricos. Histéricos. Nessas horas ingratas é de bom tom manter a pose e a dignidade, ela aconselha. Nada de gilletadas. Nada de descabelamentos. Resista, sobretudo, à tentação de gritar um sonoro "Vá tomar no cú" quando o ex telefonar para saber como você está.
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Dói, mas nada de se fazer de vítima. Acabou-se a brincadeira, sinto muito, mas adeus. Ligue o botão do Foda-se. "Se não me quer, tem quem queira", cante bem alto - mesmo que seja uma mentchira, minta. Mentchir faz bem à pele.
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O segredo é se fazer de superior. "Eu? - você deve responder altiva pelo celular - estou óteeema, keridu". Se ele insistir, se fazendo preocupado, não ameace: "Vou pular do décimo terceiro andar com duas granadas na mão!"
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Levar um chute é péssimo e rende fofokas, eu sei. Chore, então. É o jeito passar por essas merdras. Morda o travesseiro. Esgane o gato. Grite com seu psicanalista, afinal você paga em dólar e ele só fica balançando a cabeça e tomando notas inúteis e citando Lacan. Faça tudo que der na telha. Mas não dê uma de pobre coitada. Nem para ele nem para aqueles amigos da onça. Que vão lhe dizer:
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- Ah, vocês se separaram? É por isso que Ele tava lá na festa do Betão ontem acompanhado por uma zinha.
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Alguns amigos podem ser uma cruz nos momentos pós-chute. Outros, mais sensíveis ou simplesmente mais amigos, conseguem ajudar você a se levantar, a rir e a se recompor:
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- Veste a calcinha e a piruca, mulher. Nós vamos à buatche.
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Não beba. Não babe. Não corra o risco de, drogada e prostituída, dar para todo mundo. Depois você pode se sentir uma ordinária. Usada e abusada pelos homens. Uma desfrutável. Toda lambusada de esperma masculino... Opa, babei um pouco... Olha. Pensando bem, até que levar um chute pode ser uma bôua.
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Se ele te deu um chega-pra-lá e adeus durantche um jantar num restaurantche, resta o consolo de poder subir na mesa, avisando a plenos pulmões:
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- Minha piriquita tá solta, solteira de nooovo!
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Zizi Pollary não recomenda esses estertores escandalosos. Pois é preciso uma certa dose de paciência e solidão para curar as mágoas de cabôcla. Dores de cotovelo são matreiras e exigem um bom tempo de cura. São como aquelas dores localizadas exatamentche lá, na região abissal, depois de uma loonga noitche de orgia com os marinheiros escandinavos que você conheceu no bar do porto. Lembra quantos dias você ficou sem poder sentar?

sábado, 3 de outubro de 2009

Conclusões B(anais)

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"A ilha de São Luís é um cú". Zizi Pollary chegou a esta singela conclusão ontem à noite. Não que ela não desconfiasse disso antes. Sempre sentiu um indefectível fedor espalhado pelo ar da ilha. Principalmente nas noites de lua cheia. "S. Luís é um imenso cú sujo" - aventou Zizi, convicta - "E os habitantes da ilha não passam de uns bostinhas na água".
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Há sempre aqueles defensores do seu querido botãozinho anal que criticam a opinião ignonimiosa de Zizi: "Mas mesmo sendo um cu aqui é um lugar lindo e maravilhoso". Eles dizem mais: "...e nós os bostinhas na água somos pessoas hospitaleiras e muito simpáticas". Pois sim. Ontem mesmo Zizi viu um bostinha sendo pisoteado por outro bostinha, nada hospitaleiro e nada simpático. Lá no Centro Histórico. Os PMs do posto pararam de bocejar e coçar o saco e foram ver o que era o tumulto. Um cú, concluíram. E depois de puxarem a cordinha da descarga, liberaram os bostinhas detidos.
;Entrei na buatchi ontem.
;A boatchi também tava uma merda. O DJ era um Pau No Cú que só tocava Roupa Nova, Xuxa e outros excrementos musicais. A pista número dois tocava uma versão remix remota de "A Piranha do Banheiro". Nossa analista concluiu, anal: "Banheiro. Tem sempre merda no banheiro. E onde tem merda, tem cú".
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Depois de duas horas desagradáveis, sendo espremida pelos fétidos intestinos da boate, Zizi Pollary viu-se expelida. Não com alívio. Do lado de fora, um taxista estava esperando clientche, com uma cara de cu monstruoso. Zizi não titubeou. Montou naquele furico que saiu em disparada lançando gases venenosos pelas ruas da cidade. Zizi olhou para o céu, ocre como cocô. Uma lua redonda como uma bunda gorda sorria para ela. Nossa Musa teve uma inspiração poética digna de entrar para os anais do lirismo: "São Luís do Maranhão,/ cú do povo brasileiro/, és o cú deste mundo cão/ e o cú do universo inteiro!"

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sacode... Sacode... Sacode!


De tanto sacudir, o ônibus do Forró Sacode sacou ribanceira abaixo no interior do Maranhão, nesta quarta. Todo os integrantes da banda passam bem, embora tenham sido mais sacudidos que bolas de sorvete em milk shake. A espevitada vocalista Daniela fraturou as pernas e não poderá sacudir, sacudir, sacudir tão cedo.

Viagem ao Olho-do-Cu do Mundo


Zábadu bassado Zizi Pollary estava na maior ressaka moral e imoral, nem queria zair de casa. Pra nada. Quiria era fikar nua nu quarto, matandu insetos com o seu hálito de baygon. Porém, o leitor já zabe como é. Zizi não sossega a pericripta. Sondou a agenda para ver as pozzibilidades.
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As amiguinhas biriteiras Iggy e Odie estavam numa phestinha. De um amigo de não sei quem. Cervejando-se, como sempre. Iggy convidou Zizi. Mas Zizi estava meio zonza, e um pouko na dúvida. Ficou de passar. Ou não, como diria a Caetana Veloso.
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Nesse sábato cheio de eventos sociais tinha também o aniversário de uma tia. Tia de fato, a ermã do genitor de Zizi, e não uma dessas tias véias bem cacuras que pintam o cabelo grisalho de acaju. E que depois ficam brincandu de marida e muléh na região do pericumã de algum bophe uó.
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Zizi foi à casa da tia. Onde foi recebida com beijinhos, docinhos e drinkinhos. Adóron. Principalmente os drinkinhos. Lá estavam todas as thias de Zizi: tia Zazá, tia Zuzu e tia Zezé. Futricando. Todas sentadinhas no sofá e azzistindo a novéula.
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Zizi Pollary deu um tempinho na presença da fammily, mas quando foi dez pras onze, o pisca-pisca interno da bee começou a apitar: "tá na hora de cair phora!"
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Então Zizi celulou para Guta Gatuna para saber qual era a bôua da noite. Guta estava querendo ir à Broadway com Nic Chupa-Chupa. A Broadway é o apelido da Pedrita, um club suburbano e sub-humano cujus habitués são criaturas hermafroditas, transformers de periferia, bophes du mal, zapatas caminhoneiras, bixas forrozeiras e outrus seres saídos do bueiro.
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Zizi topou - tava bêbada - e combinou de encontrá-las num ponto do Angelim, bairro onde Nic passaria de batmóvel. Assim foi feito. Zizi materializou-se como uma nuvem de purpurina e desejo em pleno Angelim, deixando os bophes angelinescos boquiabertos e maravilhados com sua fulgurante chegada. Sentou-se numa lan-xô-nete (uma lan house que também é lanchonete) onde bebiam o casal Nardoni: Faby e o seu espôuzo Eddu, um ser muito sexy... sexyagenário. E rico. Ou que azzim se acha. Mas a gentche acaba perdoando o seachismo por causa da idade avançada do coitado.
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Nic foi tomar banho e nos deixou, Guta e Zizi, biritando com o casal Nardoni. Eddu até se portou condignamente. Mas Fabby estava podra. Pior que nunca. Veneninhus e farpinhas foram trocados lindamente entre ela e eu por alguns minutos desagradáveis. Até que Nic voltou de banho tomado, toda montada de Cavalera. Zizi Pollary achou a camisa muito style para usar naquela pocilga, mas enfim...
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Partiram no bólido rosa-mênstruo recém-comprado por Nic Chupa-Chupa, a ser pago em sete anos de boquetes. Ufa. Zizi estava feliz, iria com alívio até ao inferno sóh para se livrar do casal Nardoni.
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Nic vangloriu-se de, nesta noite, juntar os "injuntáveis". No Angelim, seu bairro. Zizi olhava ao redor, perdida: "Onde estou eu?" Espirituosa e aventureira, considerava aquela descida ao cu-do-judas uma expedição antropológica das mais primitivas e curiosas.
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Agora Zizi pede forças épicas às musas para que a ajudem a narrar sua jornada à Pedrita: "Ó musas piriguettes do São Cristóvão, dêem-me o som e a fúria para que eu consiga vencer o nojo e ódio e achar as palavras certas, ou ainda os palavrões exatos".
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Sim, continuando. Zizi chegou à boca do inferninho com suas ameigas. E não gostou do que viu. A Drita continuava intacta. Exatamente como era há 30 anos atrás. Não mudou nem por um parafuso enferrujado. Tocavam as mesmas músicas horrendas. A mesma lama formada por poças de xixi e cocô infestava o chão do banheiro. As mesmas bichas velhas e feias, 30 anos mais velhas e feias, estavam lá batendo o mesmo ponto. A mesma telha de brasilite no teto. Tudo a mesma merda. Nem Dante conseguiria pintar um retrato mais dantesco daquela execrável humanidade se divertindo e dando pinta lá dentro.
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Zizi resolveu embriagar-se de maneira equina, para ignorar o choque de realidade que o lugar oferecia. A miséria humana exposta em cores, sons, cheiros, gritos, risos, peidos e pirucões. As bees exalavam a jasmim de la puta, requebravam os úteros dando umbigadas e se beijavam nas bocas com sençualidadji.
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Uma sapatona tentou agarrar nossa diva para encenar uma soup ópera bem cheia de bolhas de sabão. Zizi, muito digna, mandou tomar no cúú.
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Mais calma, Zizi assistiu o concurso das travecas que escolheria a "Miss Maranhão Gay Brasil das Américas Latinas" ou era a "Miss Quinto dos Infernos do Bairro do São Cristóvão"? O apresentador era uma bixa loura que comia todas as "concordância." Tipo o presidente Lula: "agora uma salva de palmas pras candidata". As travestis faziam a linha bem monstras. Não se salvava uma só. O prêmio era um bouquet de rosas murchas, roubadas do cemitério, quem sabe.
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Ainda houve um número erótico de gorfar. Um galalau feioso e nu que onanizou-se no palco. O apresentador uó pediu para "duas voluntária da pratéia" subirem ao palco e crau. Não é que duas travas surgiram du pântano e caíram de bocarras no feioso? Ai. Que crocodilas, pensou Zizi Pollary já de saco cheio.
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Zizi decidiu salvar sua honra e reputação a tempo e fugiu montada num camelo, ou melhor, num mototáxi, torcendo para os paparazzi não a reconhecerem.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A Sexta bázizica de Zizi

Neste finde, Zizi Pollary vestiu seu modelito mais simplesinho (foto) e foi à luta. Ou melhor, ao Centro boêmio da cidade para alcoolizar-se com algumas amigas (todas falsas).
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Quando Zizi viu a lua resplandecente no céu seco da cidade começou a ovular. Oba! - pensou toda esperançosa.
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Mas o finde foi o fim. Descobriu a diva, nauseada. Um grupo de pagodeiros repulsivos havia tomado conta da Praia Grande. E Zizi Pollary odeia pagodes, keridus. Nunca a convidem para um fundo de quintal. Fundo de quintal para ela significa apenas o cantinho, ao lado do tanque de lavar, onde ela teve suas primeiras experiências séquiçuais quando era uma zizizinha.
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Nossa estrela chegou cedu ao Centro, subiu uma ladeira com seus tamancos troantes e refugiou-se num lugar isolado, ameno, um bar que era uma simpatia. Lá, embriagou-se à vontade. E olhou o polvo passar. Testemunhou cenas gozadas. Como a bee que, acompanhada por um bophe trêbado, sapecou beijões na boca aberta do bophe. O rapaz ficou tão passado com o descaramento da bee que veio, olhar rútilo e em pânico, pedir cigarro como quem pede socorro.
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A noite transcorreu sem incidentes. Mas uma amiga lesbian chic de Zizi estava meio impaciente. Com um miguxo de Zizi que também sentou-se à mesa. O miguxo era meio zem noção. Só falava de festas e raves. E a lesbian não aguentava mais ouvi-lo. Esse bophe é muito chatinho realmente. Mas Zizi não costuma ser indelicada. Ela é doce. Só parte para a giletada quando pisam seus calos. Sorte: ninguém pisou-os naquela sexta à noite, nem na pista bafônica da buáte onde a nossa heroína, altiva, cool - achando tudo um cool - e glacial como Greta Garbo, quem diria acabou indo parar.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Exercitando os dotes


Zizi Pollary, como o leitor nota, não gosta de fazer alarde das suas poucas & boas, mas as suas amigas são tão bisbilhoteiras e espalhafatosas, que ela resolve divulgar tudo antes que os fatos sejam distorcidos pela eterna malícia da alma humana (especialmente quando a alma humana pertence a beeshas bem fofokeiras).
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Mas o fatu é que Zizi está preparandu um livru, keridus. São zuas memórias de boudoir. Zim, ela sabe escrever. E ler também. Não duvidem sóh por cauza dos seus errinhus frequentes ao postar aqui. É tudu uma questão de esthilo. Ou falta de. Nossa diva sabe das koisas. Ker escrever um livru melhor que o da Danuza, que apenas pincelou lembranças no mixuruca Quase Nada.

Alguns trechos da proza experimental de Zizi:

"Eu estava. Ahnnn. O quê? Nua. Sim, nua. Mas aí. O sabonete, sim, o sabonete, sim caiu. No chão sim. No chão. Agachei-me para apanhar o sabonete. Sim. Nisso surgiu um gaiato sim do nada sim e o safadu introduziu-me sim sim no fascinante mundo sim da moda, corte e custura, sim pois era uma tremenda bee sim fã de Madonna e sim admiradora de Herchcovitch sim. Fiquei frustrada. Sim."
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Ok, admito: talvez Zizi esteja imitando demais o monólogo final de Molly Bloom em Ulisses, de James Joyce. Talvez ela tire os sins e substitua-os por talvez. Talvez.
O Último Tango no Filipinho

Ontem Zizi Pollary estava um abuso só. Saiu de casa (tra)vestida com uma blusinha decotada branca estilo "baba Baby baba" enfiada num longo e atrevido par de calças pretas. Os cabelos num novo corte. Sapatinhos brancos. Pura sedução e malícia, como uma canção do Wando (Ui!).
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Os pobres bophes, por onde Zizi passava, voltavam os pescoços ansiosos, olhinhos saltados, linguinhas de fora, arfando como cãezinhos famintos, admirando, fascinados a audácia visual da nossa diva.
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Homem é tudo previsível mesmo. Vista uma roupa mais provocante e eles ficam ali, como doidos mansos, fingindo normalidade, mas na verdade loucos para penetrar a sua bucetinha.
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O bophe que eu estou de olho caiu no truque. Me lançou olhares e sorrisos interessantes e provavelmente interessados.
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O problema é a raxxa que o acompanha 24h. Marcação cerrada, uó. Ela não deixa mulher nenhuma chegar junto. Nem a mim, keridus, ke não sou uma mulher qualquer e sim Zizi Pollary! Mas a fulaninha pode tirar o cavalinho da chuva: esse bophe ainda vai ser meu. Até porque, pelo que vi e notei ontem, ele parece gostar de passar manteiga nos dois lados da torrada. Ke seja! Zizi Pollary ainda será a delícia cremosa que besuntará de prazer essa torrada crocante!

sábado, 19 de setembro de 2009

Cooltura é Com Zizi

O tédio gritante dos sábados costuma levar as classes proletárias a desesperadas tentativas de se entreter, como estaponar a patroa em casa depois de beber muita pinga!
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Mas Zizi Pollary é uma exceção na favelona que é nossa cidade. Ela não se diverte admirandu os barracus dos vizinhus. Seus sábados são dedicados exclusivamente a atividades inteléquituais.
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Por exemplo, corrigir o português dos cafuçus que ela convida para o seu apartamento. Eles vivem dizendo "onte", enquanto nossa paciente e didática diva, ensina: "Não, não, não, keridu. Não é tão difícil assim. Repita com Zizi, devagar: on-té-im!"
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- Onte! - zurra o bophe novamente.
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E não tem jeito mesmo. Zizi é famosa por ser paciente, mas não acredita muito na educação do polvo brasileiru. E nem no Enem. Convenhamos, cafuçu só dá para introduzir naquele lugar. Jamais nos misteres da língua falada e escrita...

domingo, 13 de setembro de 2009

Diários da cama


Posta fora de combate por uma amigdalite, Zizi Pollary dedicou-se ao dolce far niente por uns dez dias. Nossa heroína passou metade do tempo acamada, lendo Walt Whitman. E ouvindo discos. Um dos cds apreciados em êxtase foi "Existir", dos sublimes lusitaninhos do Madredeus. Nossa diva tentava dublar a voz de Teresa Salgueiro, entre crises de tosse, seguidas de espectoração.
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Enquanto Zizi ouvia fados os seus keridus vizinhos de condomínio passavam o sábado coçando e ouvindo músicas bregas em volume ensurdecedor. Todas as músicas, se é que se pode chamar aquilo de música, tinham um mesmo ritmo sintético tocado toscamente: tum-tum-tum-ti-ri... tum-tum-tum-ti-ri... tum-tum-tum-ti-ri... Sobre essa base repetitiva, soava o cantor, entoando refrões sentimentais e excessivos cantadas por uma vozinha desagradável em falsete cheio de trinados estridentes...
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Gente pobre de espírito ou de recursos é muito radical em suas predileções estéticas. Zizi não pode fazer nada. Embora em horas assim tenha vontade de jogar uma bomba H sobre a vizinhança, nossa heroína acredita na paz e reprova o armamentismo nuclear mundial.
Zizi é do bem. Outro disco que fez sua cabeça enquanto os vizinhos enchiam o seu saco foi uma coletânea de Chet Baker.
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Zizi espocou pipocas na panela e assistiu Disque M Para Matar, de Hitchcock, em dvd. Com os dedos sujos de manteiga como os de Brando em O Último Tango, onanizou-se, mas só um pouquinho, assistindo a um pornô do Corbin Fisher. A cena de sexo a três que abria o filme era muito estimulante. Zizi Pollary se sentiu como uma senadora do PMDB: cheia de idéias sujas e pervertidas. O problema é pôr essas ideias em prática sem um tostão na bolsa.
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Sim, keridus, Zizi estava arruinada financeiramente. Mas até era bom, só assim ela poderia recuperar sossegada a saúde e o frescor. Em casa, na cama, lendo Whitman, almoçando fricassé de frango e jantando conchinhas recheadas com avelã e manjericão. Com direito a sorvete de tapioca como sobremesa, pois Zizi pode até ser cu-doce, mas não nega as origens nordestinas, visse?

sábado, 12 de setembro de 2009

Zizi volta das férias


Sim, keridus. Não precisam mais se descabelar, nem roer as unhas de ansiedade. Zizi Pollary está de volta! Plena, absoluta, revigorada.

Zizi andava em recesso. Fazendo um balanço zizistencial. Pesando prós e contras. Buscando alguma iluminação espiritual para depois tocar o barco em frente.

Aleluia, meirmãs! Zizi Pollary voltou de seu retiro, mais podra do que nunca. Muito cuidado, ela avisa. Pode estar bebendo um drink ao seu lado neste exato momento e chochando o seu modelito cafona! Ou pior: tentando roubar o seu homem!

Ninguém merece, mas Zizi Pollary voltou!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Eu acho que vi um lindo gatinho


Zizi Pollary está caidinha, keridus. Novamente. Por um HOMÃO daqueles. Trata-se de um deus da beleza e da juventude. Um corpo duro, esbelto e gostoso: 100% perfeito. Quer dizer, vem com um defeitinho só: tem namorada. Mas isso não é um impecilho pra nossa heroína. Que tem gastado uma nota com maquilage, sapatos e vestidos novos para se fazer notar. Torçam por Zizi, keridus. Até as grandes divas, apesar de pé-frias no amor, merecem alguns momentos de ziriguidum, encoxada e felicidade.
Artes Prásticas

Dia desses, Zizi aguardava a vez, muita digna, em uma fila de Lotérica, ansiosa para pagar suas continhas, sentindo o penetrante smell do povão - desodorantes vencidos, perfumes baratos, cabelos lavados com sabonete - quando sentiu um cutucão nas costas.

A diva virou-se e qual não foi a sua doce surpresa. Deu de cara com uma amiga dos seus velhos tempos de colegial. "Nooossa, Zizi!!!" - a amiga exclamou - você está ótema!". "Imagina, querida!" - retrucou Zizi, modestamente - "Ótima tah você. Eu estou é maravilhosa!"

A verdade é que a racha estava meio rechonchuda, mas simpaticíssima como sempre. Zizi e ela se beijaram, muah, e decidiram ir juntas para um local mais agradável, neutro, botar as fofocas em dia. Ambas estavam sem beber, portanto evitaram o buteco mais próximo, ao lado da igreja. Ainda que atéia, Zizi fez votos sagrados: jurou não encher a cara de manguaça tão cedo. Da última vez, enfiou os dois pés na jaca, perdeu a bolsa, a noção, a dignidade e quase teve seu lindo corpo violado por uma lésbica ensandecida. Depois dessa, Zizi decidiu parar de alcoolizar-se de estômago vazio e comprou um spray de gás mostarda.

A amiga de Zizi confessou que estava às vésperas de fazer uma operaçãozinha. Para botar litros de gordura pra fora do corpucho. "Via fazer lipo?" - perguntou Zizi. "Não, uma plástica, neah, até purque eu sou chique, babe", retrucou a mona com intervenção cirúrgica marcada pra esta segunda-feira (ou seja, ocorreu anteontem). Zizi aplaudiu a coragem e a determinação da amapoa, embora jamais operasse uma unha quebrada que fosse. Mas desejou boa-sorte. Sinceramente.

A esta hora a amiga de Zizi deve estar reformulada, repaginada (e toda roxa), repousando depois do puxa-puxa, corta e estica:


- Isso, doutor, a cara da Beyoncé e o bocão da Angelina!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Palhaçççada

Tá no ar o concurso Mr. Gay 2009 e o Maranhón, meu tesouro, meu torrón, tem um representante oficial. Preparem seus estômagos, senhouras e senhoures, pois aí vem ele:

Alexandre Negredo e seu bucho tatuado!

Zac e Vanessa no Rio


Os ficantes Zac Efron e Vanessa Hudgens no Brasil. Nunca vi o tal High School Music (ainda não fikei doida). A falta de gosto dos teens que idolatram esse troço me parece firme e segura. Como é pintosa Zac. Truman Capote adorava chapéu panamá, entre outras bichas lokas.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dias de Desespero

Dia desthes, Zizi Pollary trancou-se em seu apartamento, jogou a chave da porta pelo vaso sanitário, deu a descarga com força e decretou, plena de enxaqueca e mau humor: "Hoje não quero ver N-I-N-G-U-É-M! I wanna be Alone".
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Ciente de que tais distúrbios andam cada vez mais frequentes, Zizi Pollary procurou ajuda profissional, e foi diagnosticada por seu proctologista como uma portadora da Síndrome de Greta Garbo.
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Hã, dirão vocês, burrinhas. Traduzindo para os leigos: de vez em quando a bee fica alterada, louka, querendo se ocultar do mundo inteiro, dias em que Zizi apenas refestela-se no sofá e ovula no escuro. A única companhia que ela tolera nestes momentos de TPM sádico-anal é a de seus bichinhos domésticos: aranhas, moscas, baratas e formigas.
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Quem a conhece de perto, sabe: Zizi Pollary quando está se sentindo bem já é naturalmente péssima. Imaginem quando está num dia daqueles.
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Vocês devem estar se perguntando. Será que Zizi é bipollary?
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Não creio. Mas que ela faz aloka de vez em quando. Ah, isso ela faz. Talvez seja tudo teatro. Frescura. Nada que meia hora de fodelança não resolva. Nossa heroína precisa de um homem pra chamar de seu antes que ela saia nua pelas ruas e cometa um crime séquiçual, tipo estupro de flanelinhas.
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Vamos rezar por Zizi. Que ela encontre a salvação. E se cure pelo poder da benga operadora de milagres. Oremos todas de mãos dadas a novena da piroka salvadora.
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For men. Amém.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Zizi na cozinha

Sim, keridus, é um segredinho devastador de reputações, mas deve ser dito com todas as letras do analphabeto: as divas também comem lazanhas.

sábado, 25 de julho de 2009

O dia de uma diva



Estou eu aqui na copa do meu castelo em ruínas. Comendo um cream-cracker lambuzado de geléia de framboesa. Bebericando uma chávena de chá. O que mais resta para fazer nesta ilha abominável e escaldante?


Encher a cara e fazer um sexo sujo e animal, vocês dirão, seus safadjinhus pinguços. É verdade. As classes inferiores se divertem muito e ordinariamente, sempre aos fins-de-semana. Mas Zizi Pollary é metida por demais, fresca demais e phyna da medula dos ossos às pontas tingidas das madeixas. Ela não passa os dias fornicando, ingerindo manguaça e ouvindo músicas horrendas em alto e forte volume, como vocês.


O fato é que Zizi Pollary se entedia mortalmente com tudo. Ela boceja quando todos estão entusiasmados. E se entusiasma quando todos estão bocejando. Ela é podra, podra mesmo.


Hoje decidiu que ia ficar o sábado em casa, lendo sossegada. Sim keridus, não se choquem. Zizi Pollary sabe até ler livro. E de cabeça pra cima. L-i-v-r-o, vocês sabem o que é?, é um objeto de papel cheio de palavras impressas dentro. Não pisca nem apita nem toca forrós que nem o celular de vocês. Surpresas? Pensavam que Zizi só lesse o site do Ego ou OFuxico? Ela é podra, keridus, e estava lendo um escritor espanhol contemporâneo, Eduardo Mendecutti, e gostando deveras.


Mas mal Zizi leu duas páginas e o celular dela tocou. Era um rapaz querendo fazer safadezas. Zizi, que não gosta de homens atrevidos, simplesmente ama, decidiu topar as propostas indecorosas para aquela tarde mesmo. E disse: pode vir!


Aproveitou e telefonou para Iggy. Avisando a amiga que ia praticar seu esporte favorito com um garotão. Se ela aparecesse morta no dia seguinte, todos saberiam quem foi. Esses cuidados são importantes. Zizi aproveitou e disse para Iggy que na noite da véspera esteve reunida com algumas amigas, bebendo e falando mal das colegas ausentes. Iggy foi uma das mais criticadas por todas. Principalmente pela língua ferina de Zizi. Iggy não estranhou o fato. Ela sabe como suas amigas são phalsas. Menos Zizi, que é sincera sempre, ou quando convém.


A leitura ficou para depois. Marcador de página existe para quê? Zizi pôs uma calcinha bem insinuante e ficou só de lingerie esperando Godot, ou melhor, o bophe chegar. Quando ele chegou, ficaram a diva e o musculoso rapaz sentados no sofá conversando amenidades. Estava muito calor e Zizi convidou-o a acompanhá-la e tomar vinho no quarto, local mais ventilado. Dizendo isso, atirou o gostoso na cama.

O resto da narrativa é impublicável.

Não que Zizi tenha pudor de publicar palavras fortes. Ela está é cansada, keridus. Exausta, acabada, só cacos. Amanhã - ela promete - conta todos os detalhes sórdidos...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Praia e sol, odeio, mas...



Ontem Zizi Pollary foi abduzida por duas amigas alienígenas, que não via há séculos: Stephanie e Rubenitta. Stephanie era vedete nos carnavais passados, e Rubenitta, uma mulatinha cantora de rádio viúva e aposentada. Ambas ressurgiram das trevas como duas múmias botocadas e arrastaram nossa diva para a praia, o sol, o mar.

Como já foi dito aqui neste blógue, praia não é o programa favorito de Zizi Pollary. Mas Zizi não desgosta totalmente. A visão de belos rapazes só de sunguinhas leva-a a cometer sandicezinhas básicas. Zizi conhece modos piores de passar o domingo que esse. Experimentem mentalizar o Faustão pelado, por exemplo.

Mas as amigas de Zizi faziam a linha podras demais. Zizi sentia-se deslocada. Ouvia e sorria, sempre afável, tácita, gentil. Mas sentia-se distante em pensamento, abstraída, meditando proustianamente, em busca de alguma rôula perdida.

Zizi logo avistou um belo guapo enfiado numa sunga preta. Louro, de olhos claros, um anjo de cabelos anelados. Súbito, teve um troço estranho. Um arrepio na espinha. Uma sensação indescritível. Uma onda de calor e torpor que a perturbou, aqueceu, umedeceu. Era a vontade de dar da nossa deusa, manifestando-se ao vivo e em cores.

O guapo percebeu os olhares de loba faminta de Zizi e também viu a baba escorrer das bocarras de suas veteranas acompanhantes. Pareceu-me reagir entre o assustado e o nervoso. Zizi, que não saiu de casa só para se bronzear, aproveitou a confusão do belo para descer o olhar e conferir a zona do agrião do moço, pousando as duas lindas ágatas dos seus olhos naquele calçãozinho.

Há, repito, formas muitos piores de se atravessar um domingo. Suponham o Faustão totalmente pelado desabando sobre vocês com um entusiasmo que lembre a Carga da Brigada Ligeira. Agora desliguem a tv e corram para as praias!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Harry Potter, o insuPorttável

Francamente não entendo o auê de meninos e meninas aborrescentes nos corredores de cinema toda vez que uma nova adaptação da saga do "bruxinho" vai às telas.


A varinha de condão do Harry Potter não me parece tão mágica assim. Mas talvez dê pra fazer um truque:
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Sim Salabim. Entre ni mim.
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Pois é keridus, Zizi Pollary, quem diria, também é maga e ilusionista de mão cheia! E conhece um número de desaparecimento de neca que faria os fãs de Daniel Radcliff sujarem as fraldas de tanta emoção.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O Dia Internacional dos Homens

Hoje, 15 de julho, é o dia internacional dos Bophes, dos Manos, dos Mulekes, dos cafuçus, dos pretês, dos peguettes, dos homens!
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Uma data curiosa que me faz pensar. Como assim dia do homem? O que representa? Até parece que homem não é o ser dominante de nossa cultura num planeta governado eternamente por ma-chos.
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Não me entendam mal. Nem pensem que eu desgosto dos bichinhos. Pelo contrário. Não viveria sem uma boa rôula. Mas acho chato criar data comemorativa pra quem ganha de antemão todas as partidas. O Dia Internacional das Muléres existe porque elas sempre foram discriminadas e subjugadas por eles. Daí um diazinho de folga que é só delas, não muito, só um. Na verdade pode-se dizer que os 365 dias do calendário já são, todos eles, dias dos homens!
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Senhor e dono natural do mundo, homem é sempre muito folgado. Não merece ganhar nem presente. Oquei só um. Talvez um belo par de chifres.
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Pois é, meninas, que tal no Dia Internacional dos Homens dah uma bela esnobada no Bophe, pra ele não se achar a bala q matou Kennedy?
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Mas se decidiu que quer presentear o seu Porta-Salsicha, Zizi Pollary te aplaude e dá grátis uma preciosa dica:
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- Melhor presente pra homem é uma chave de carro novo. Mas se você for pobry, fia, dê logo uma linda chave de buceta que ele vai gostar talvez até mais.

Ironias


Afônica, com olheiras fundas, compleição frágil e saúde abalada desde a sua conturbada passagem pela Parada da Diversidade de Trombadinhas de São Luís, Zizi Pollary resume toda a importância social, política e ideológica do evento realizado no domingo passado com duas palavrinhas:
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- Cof, cof!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Tombada


Ontem Zizi Pollary foi fazer umas comprinhas no centro da cidade infecta, montada em seus manolos, quando pisou em falso, enfiando o pé na jaca, ou melhor, num desnível da calçada. O fato alarmante é que a diva tombou na chón! Voando piruca, bolsa e plumas para todos os lados.
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Nossa heroína caiu de quatro, keridus! E quase quebrou a munheca tentando amparar a queda, correndo o risco de desmunhecar de vez.
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Acudiu-a um senhor muito gentil, que ajudou nossa linda dama a levantar-se. Zizi Pollary compôs-se num átimo, agradecendo aos céus por estar usando calcinha. Disse obrigada ao cavalheiro, e saiu às pressas.
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Depois bateu a revolta. É muita merdra mesmo uma cidade como SL, podre, degradada, com calçadas que põem em risco de vida seus cidadãos e que se julga uma bela capital pelo seu patrimônio arquitetônico.
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Bostas para o patrimônio arquitetônico da cidade: um monte de lixo e moscas, entre prédios velhos quase desabando, ruas cheirando a mijo de bêbado, a cocô de cachorro, a rato, barata e bueiro estourado!
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Magoei!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Vade retro, seu Rei do Pop


Não é que o Fantasma de MJ resolveu comparecer ao próprio funeral?

- O ídolo virou uma alma penada, que dança o moonwalk em noites de lua cheia e sai pela noite perseguindo garotchinhos?

NOT. É só um sósia da falecida. O verdadeiro MJ virou purpurina. Mas os imitadores aos poucos conquistam o mundo e as TVs.

Grandes Merdras


Mal começaram as férias e Zizi Pollary afunda ainda mais sua má reputação, degradando-se com álcool, amor e outras drogas.
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Depois de muita esculhambação, nossa heroína veste sua calcinha bege e grita "Cadê meu sutiã?!" Mas não encontra seu sutiã.
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O fato é que não dá para ficar perdendo peças íntimas, reputação e o controle de si mesma a cada finde. Você chega em casa se sentindo a última das últimas mulheres do planeta. Depois da cantora Ana Carolina, é claro.
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Tranca-se no banheiro para defecar em paz, mas a grande M... é a sua própria vida, pensa.
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Nossa diva está um tanto circunspecta e zizistencial hoje. Deve ser a síndrome de abstinência de rôula se avizinhando, verdadeira TPM de beesha.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Oba, festjinha!

Ontem Zizi Pollary compareceu ao niver dum grande amigo e DJ. Pensem numa festa bafônica (foto). Tudo começou às quatro da tarde e acabou às quatro da manhã seguinte, creio eu, pois não fiquei para ver até o final. Zizi abandonou a feztinha por volta da madrugada tentando voltar viva pra casa. Se estou teclando aki é porque consegui.

Quando cheguei já dei de cara com minhas miguxas, todas lindas e femininas, se embriagando horrores. Dentre elas, as blogueiras Guta Gatuna, do Bloguette, Iggy, do Movie e Curiosidades, Nic, que tem um blog muito chocho (nem merece link) e Dan, que é um verdadeiro pau-pra-toda-obra na redação do site do Alex Palhano.

Como sempre acontece em eventos que reunam um time desses, tudo começou muito comportado, mas depois de muita colocação, a festinha rapidamente degenerou para uma patacoada cheia de cenas trash, envolvendo performances, dublagens, coreografias sui generis e muita, mas muita vinhadagem.

Todas as bees bateram cabelón e soltaram a franga ao som de "Billie Jean", da finada alienígena (foi a aniversariante, muito phyna, quem puxou o grito de "Michael, eles não ligam para nós").

Os momentus inesquecíveis foram vários, mas ninguém supera a minha kerida Guta Gatuna em matéria de abuso performático. GG dublou Gal Costa, "uma tigresa de unhas negras e íris cor-de-mel", arrastando-se no chão como uma felina, toda molhada de suor e cerveja, vestindo apenas uma calcinha. Foi um momento infame e sexy, cujo ápice veio de um celular luminoso pendurado no koo. Uma coisa de arrepiar.

Dan queria chamar mais atenção que o barrigão de Giselle Bündchen no SPFW. Trocou de roupas inúmeras vezes. Desfilou montada com plumas, cocares e chocalhos. Chacoalhava-se toda. Ensandecida se jogava na pista e nas paredes, rodopiava como barata tonta e se friccionava nos bophes, que nem sempre reagiam satisfeitos com a brincadeira. A bee é muito abusada e passou a mão até mesmo em Zizi Pollary. Só não parti pra pancadaria porque Zizi Pollary não bate, é uma dama doce, educada, elegante.

Mas sempre de olho numa boa rôula. No começo da fezta tinha alguns homens gostosões na festa, os acompanhantes/namorados das minhas amigas. As beeshas estavam tão performáticas que os deixaram abandonados, falandu bobagens na mesa, ou ao celular.

Tipo o bophe da aniversariante, um sujeitão sarado e rústico, meio sem noção. Uma cabecinha de passarinho num corpão de mamute. O bophe causou frisson na mesa ao chegar embriagado na festa dizendo que 'veio para comer', e falando de uma cobra cega que ele matou no quintal. Zizi Pollary tremeu na base, pois gosta de cobras cegas.

Infelizmente os bophes foram-se embora e a fezta virou uma espécie de rebelião num presídio feminino. As beeshas estavam com o fogo aceso no rabo. Foi divertido.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Conselho não dou, não alugo, nem vendo


Zizi Pollary devia ter sido psicóloga, psicanalista ou psicopata, sei lá.

Porque? oras tem sempre algum desinfeliz me confessando suas neuras sentimentais nus momentos de alcoolismo.

Tipus estou bebendo entre conhecidos e é batata: sempre se fica sentimental. É o alcool ajudando as pobres almas a liberar o bacalhau de dentro do ser. Acho interessante isso. E fico me fazendo de mosca morta só para ouvir o povo confessar que já deu pra todomundo ou que já fez até o ipisilone de cabeça pra baixo mas não se considera puta nem vinhadu.

Juro que ouço tudo pacientemente. Só não contem com Zizi para aconselhar quem quer que seja. Se conselho fosse bom, Freud jamais teria escrito sobre o tal do inconsciente. Seria apenas mais um bostinha a publicar livros de auto-ajuda.

Somos na maior parte do tempu movidos por impulsos dos quais nem sequer nos damos conta. Como por exemplu: a gente vive falando por aí que queria arranjar um parceiro especial, que nos valorizasse e não sei mais o que, mas alguém me explica porque a vontade de dar para fulano e não para sicrano?

Ah, é purque fulano:

a) É riquíssimo, tem uma mansão, um carrão com chofer, um piscinão, e um pauzinho;
b) É bom e gentil, tem um grande coração e é meu amigo, sempre poderei contar com ele;
c) É feioso, mas tem um charme irresistível, um je-ne-sais-quoi, um chameguinho bom na hora do vuco-vuco;
d) É o maior cafajeste da paróquia, mas tem uma jeba gigantesca.

É claro que se você for uma Diva 24h como Zizi sempre vai ficar com a alternativa a. Ou c. Já um rapaz gay com tendências homossexuais assumidas ficará com a letra "d", é óbvio. Ou até c, que me parece fantástico. Ninguém quer a opção b de "bobo". Só os bonzinhos herdarão o paraíso, um lugar tedioso, cheio de anjos tocando harpas, sem popozudas, piriguetches, travestchis, dançarinas do ÉoTchan ou ex-BBBs por perto...
Ora direis ouvir estrelas


Kimberley Vlaminck (18 anus), a aborrescente belga com mais estrelas tatuadas no carão que a bandeira do Brasil, confessou finalmente a cagada no maiô. Ela diz que gostou do que fez, mas o pai ficou maluco quando viu a filhinha-constelação:

"Quando meu pai viu a tatuagem ele ficou furioso. Daí eu disse que havia dormido e que o tatuador tinha cometido um erro", contou a moça.

Zizi Pollary também tem uma confissão a fazer: nutre simpatia pelo sr. Vlaminck. Deve ser um bom pai. Nunca deve ter dado uma palmada ou um tapão na filha.

Fosse uma cria minha, Kimberley veria muitas estrelas. Felizmente nasci com o oveiro virado e não posso conceber zizizinhas.